MoneyWeek: investimento em criptomoedas cresce apesar da crise

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Youtube

Uma opção de moeda segura, em crescimento constante e que se valorizou até mesmo durante a pandemia de coronavírus. Assim podem ser definidas as criptomoedas.

Durante live da MoneyWeek desta terça-feira (23), a mediadora Fabiana Panachão recebeu Safiri Felix, diretor executivo da Abcripto; Ricardo Da Ros, gerente nacional da Ripio; e Juliano Custódio, fundador da EQI Investimentos e da EQI Invstimentos, para explicar como as criptomoedas vêm se destacando como investimento que cresce apesar da crise.

No debate, o dinheiro digital sem intermediários foi apresentado como uma possibilidade promissora, especialmente para quem busca diversificar seu portfólio.

  • Clique aqui para assistir na íntegra a live sobre criptomoedas.

Criptomoedas: em crescimento, mesmo na crise

No primeiro trimestre de 2020, as criptomoedas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo a Receita Federal. E, mesmo no cenário de desaceleração econômica observado a partir de março, devido às medidas de isolamento social, já retornou aos patamares de janeiro.

Ricardo Da Ros, da Ripio, revelou que a corretora sentiu uma procura mais intensa por bitcoins entre março e abril, meses mais críticos da crise no Brasil. “O volume foi de três a quatro vezes o negociado em janeiro e fevereiro. As pessoas quiseram se proteger, saindo dos ativos tradicionais”, disse.

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Reprodução/Youtube Ricardo Da Ros

Para ele, as criptomoedas passaram por uma “prova de fogo” durante a pandemia. “O bitcoin surge depois da crise de 2008, exatamente como uma resposta a ela. Mas ainda não tinha atravessado uma crise”, afirmou. Na sua visão, a moeda “passou no teste” e se apresenta como boa opção de investimento a médio e longo prazo.

“Foi o ativo que melhor performou na década”, complementou, explicando que só pode haver 21 milhões de bitcoins no mundo e, hoje, já se tem 18 milhões. “Como a emissão da moeda é decrescente, isso cria uma pressão positiva no mercado”, afirmou.

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“É realmente uma alternativa muito rápida para quem quer internacionalizar seu dinheiro e deixar de investir só em reais”, concordou Custódio, da EQI.

Segurança da moeda

Para Felix, da Abcripto, apesar ainda serem desconhecidas e temidas por parcela dos investidores, as criptomoedas já são uma opção segura e que, cada vez mais, contarão com regulação.

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Reprodução/Youtube Safiri Felix

“O mercado não é regulado ainda. Mas é regulamentado. A Receita Federal tem total controle sobre as movimentações”, afirmou. Ele cita ainda que há projetos de lei em tramitação, mas que não estão na ordem do dia devido à pandemia.

Para quem associa os bitcoins a esquemas de pirâmide, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades, foi dado o recado: todas as transações em criptomoedas são rastreáveis, com um nível de clareza e rapidez ainda maiores do que no sistema financeiro tradicional.

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Reprodução/Youtube Live discute crescimento das criptomoedas

Como investir em criptomoedas?

A recomendação principal dos debatedores convidados da Money Week é que se busque, sempre, informação de qualidade. Isto para uma tomada de decisão segura. Depois, é preciso definir se a intenção é negociar sozinho ou contar com a assessoria de uma corretora. Outra possibilidade são os fundos de investimento com exposição de até 20% em bitcoin, também viabilizados pelas corretoras.