Criptomoedas em alta: valor de mercado chega à marca recorde de US$ 2 trilhões

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução / Canva

O valor de mercado das criptomoedas chegou pela primeira à marca de US$ 2 trilhões pela primeira vez nesta segunda-feira (06).

Segundo reportagem da CNBC, o recorde foi possível devido à alta da Ehtereum, a segunda maior moeda digital (atrás apenas do bitcoin).

Em pouco mais de dois meses, a capitalização de mercado do mercado de criptomoedas dobrou, de acordo com o site de rastreamento de preços CoinGecko, à medida que investidores de varejo e institucionais começam a investir nos ativos.

Bitcoin, a maior moeda digital, responde por mais de 50% de toda a capitalização de mercado da criptomoeda, segundo a CNBC.

O bitcoin subiu mais de 100% só em 2021, e isso ajudou a impulsionar o mercado de criptomoedas.

Em março, o bitcoin atingiu um recorde de mais de US$ 61.000. Nesta terça, a moeda digital estava sendo negociada a cerca de US$ 58.800.

Rally do Ethereum

Mas o impulso mais recente no mercado de criptomoedas parece ter vindo do Ehter, a moeda digital que alimenta o blockchain Ethereum.

O bitcoin também é executado em uma tecnologia chamada blockchain, que é um registro público de atividades e uma maneira de as transações ocorrerem usando a criptomoeda.

Em comparação, o blockchain Ethereum é mais como uma plataforma de software que permite aos desenvolvedores construir aplicativos sobre ele. Os usuários podem, então, gastar ether nesses aplicativos.

Os chamados contratos inteligentes são uma característica fundamental do Ethereum. São contratos que podem ser executados automaticamente por meio de código.

Há um entusiasmo crescente sobre o uso de Ethereum nos chamados aplicativos de finanças descentralizadas, ou DeFi.

São serviços financeiros baseados em blockchain, como empréstimos, que poderiam, em teoria, contornar bancos e corretoras. Os usuários desses aplicativos podem fazer transações usando criptomoeda.

O investidor bilionário Mark Cuban é dono de ether e disse que é “o mais próximo que temos de uma moeda verdadeira”.

Nesta terça, o Ether atingiu uma alta histórica de US$ 2.151,25. É mais de 180% no acumulado do ano.

A moeda digital também está despertando interesse entre as empresas. A fabricante chinesa de aplicativos Meitu comprou US$ 22,1 milhões em ether no mês passado, tornando-se uma das primeiras grandes empresas a fazê-lo.

Criptomoedas são a bola da vez

O bitcoin ainda continua sendo a força motriz do mercado de criptomoedas e, nos últimos meses, viu um grande aumento no interesse de empresas e grandes investidores institucionais.

Tesla e Square estão entre as empresas que compraram bitcoin.

Enquanto isso, os principais bancos de investimento estão explorando maneiras de permitir que os clientes se envolvam com investimentos em ativos digitais.

Em março, a CNBC informou que Morgan Stanley se tornou o primeiro grande americano banco para oferecer aos seus clientes de gestão de fortunas acesso a fundos bitcoin.

A CNBC também informou no mês passado que a Goldman Sachs está se preparando para lançar seus primeiros produtos de investimento para bitcoin e outros ativos digitais para clientes de seu grupo de gestão de fortunas privadas.

No Brasil, o BTG Pactual (BPAC11) foi o primeiro banco a lançar na segunda-feira (05) um fundo que investe diretamente em bitcoin.