Criptomoeda Monero é minerada por rede de bots no Youtube

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Freepik

Uma rede de bots identificada como Stantinko adicionou a criptomoeda Monero ao seu kit de ferramentas e usa o YouTube para evitar a detecção, de acordo com o site Moneytimes. Acredita-se que esta rede infectou pelo menos 500.000 dispositivos em todo o mundo, conforme publicação do The Next Web.

De acordo com pesquisadores da ESET, um fornecedor de soluções de segurança cibernética, as operações de rede bot estão agora distribuindo um módulo que explora a moeda focada na privacidade, Monero (XMR). Por enquanto, as análises realizadas pelos pesquisadores da ESET mostram que todas as cópias do módulo de mineração de criptomoeda do Stantinko mineram monero.

Ainda de acordo com o site, eles chegaram a essa conclusão procurando os trabalhos apresentados pelo proxy de mineração e pelo algoritmo de hash. Dessa maneira, os pesquisadores analisaram o algoritmo de hash usado pela rede bot e descobriram que era o CryptoNight R. Um famoso e já utilizado malware para mineração de máquinas zumbis em redes bots.

O Monero tem sido a criptomoeda mais utilizada para mineração ilegal, tendo 5% da sua mineração proveniente de atividades ilegais. Leia mais aqui.

A ESET diz que alertou o YouTube sobre o Stantinko. Assim, todos os canais que continham esses vídeos já foram removidos do site.

Rede de Monero

A rede está ativa desde pelo menos 2012 e vem atacando usuários da Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão. Vem utilizando-se de muitos métodos, incluindo a fraude por clique, injeção de publicidade e fraude nas redes sociais. Também faz ataques de roubo de senhas para gerar receita