Supermercados e farmácias ganham; vestuário perde com quarentena, diz Cielo

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Os supermercados e as farmácias são os setores que seguem com crescimento das vendas no varejo em meio à quarentena forçada pelo país, por conta da pandemia do coronavírus.

Na bolsa, essa manutenção do funcionamento das lojas vem garantindo um desempenho mais positivo no valor das ações destas companhias, superando, inclusive, o Ibovespa no período.

Segundo levantamento realizado pela Cielo (CIEL3), com base nas suas transações com cartões de débito e crédito, por outro lado, as vendas dos demais segmentos do comércio apresentam fortes contrações.

Enquanto os supermercados e as farmácias, que seguem abertas por prestarem serviços essenciais, têm aumento de ao menos 15% das vendas, vestuário, estacionamentos, turismo e lojas de departamento desabam.

A pesquisa leva em consideração as transações médias das semanas entre 5 de janeiro e 22 de fevereiro ante as movimentações de 23 de março, já com a quarentena declarada.

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Fonte: Cielo

O principal destaque de crescimento ficou por conta dos supermercados, que com crescimento superior a 20% das vendas no dia 23 de março, seguido pelo segmento de drogarias e farmácias, com alta de 15%, nas operações de débito.

De acordo com a pesquisa, no caso das operações de crédito, a situação é a mesma, com os supermercados ampliando suas vendas em 20% e as drogarias e as farmácia ampliando em 15%.

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Fonte: Cielo

Perdas

Entre as perdas, o destaque fica com o segmento de vestuário, com quedas 91% nas operações de débito e de 82% nas de crédito.

Todas as principais redes de varejo, com ações listadas, de vestuário anunciaram o fechamento de suas lojas físicas por tempo indeterminado.

A Cia Hering (HGTX3) informou nesta segunda-feira (23) que fechou suas lojas físicas. Adicionalmente, paralisou as atividades de suas fábricas por 15 dias – com uma reavaliação após esse período.

Guararapes (GUAR3), controladora da Riachuelo, Lojas Marisa (AMAR3), C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) seguiram caminho semelhante.

As decisões seguiram as determinações de governos e municípios sobre o fechamento do comércio em geral e de shoppings, além de serem iniciativas das próprias redes.

Todas informaram que as vendas pela internet estão mantidas. Juntas, essas redes somam 2.306 pontos de venda.

Total de lojas

  • Lojas Renner – 603
  • Marisa – 354
  • Riachuelo – 321
  • C&A – 287
  • Hering – 741

Ganhos

Por outro lado, os supermercados e as redes de farmácia e drogarias passaram a se beneficiar da situação de quarentena.

Não à toa, os papéis de Carrefour (CRFB3), GPA (PCAR3) e Raia Drogasil (RADL3) apresentam melhores performances em um mês na bolsa.

Vendendo bens essenciais, como comida e medicamentos, as ações destas empresas se destacam.

Veja o desempenho dos papéis ganhadores x Ibovespa:

Carrefour

Fonte: TradingView

Pão de Açúcar – GPA

Fonte: TradingView

RD – Raia Drogasil

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Fonte: TradingView

Praticamente empatados:

Dentro do cenário das varejistas de vestuário na bolsa, entretanto Lojas Renner e Hering são exceção.

Lojas Renner

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Fonte: TradingView

Cia Hering

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Fonte: TradingView

Veja o desempenho dos papéis perdedores x Ibovespa:

C&A

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Fonte: TradingView

Guararapes – Riachuelo
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Fonte: TradingView

Marisa

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Fonte: TradingView


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