Entenda por que créditos privados têm rentabilidade melhor que a poupança

Felipe Moreira
Felipe Moreira é pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos, apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Foto: Freepik

Deixar boa parte de seu dinheiro parado na aplicação mais popular no país não é, definitivamente, a melhor saída para fazer o seu dinheiro crescer. Uma medida bem mais eficaz para sua aplicação render é utilizar créditos privados, que proporcionam uma remuneração bem mais alta que a poupança. Aqui você vai conhecer alguns deles.

Mas antes é preciso entender melhor: por que, afinal, a poupança é tão ineficaz para fazer o seu dinheiro render ? A  Lei 12.703, 2  de Agosto de 2012 alterou a remuneração da poupança. A partir dessa data, os novos depósitos são corrigidos por 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%, ou 70% da meta da taxa Selic ao ano, caso seja igual ou inferior a esse patamar. Nas situações têm acrescido a sua rentabilidade a Taxa Referencial (TR).

Cenário atual

Devido ao declínio da taxa Selic, ao longo dos últimos anos, vimos a poupança pagar cada vez menos aos investidores. No entanto, o fenômeno de juros baixos não ronda somente o cenário doméstico, mas também afeta as principais economias do planeta. Por consequência disso, uma das alternativas encontradas por investidores é a aplicação em títulos de crédito privado.

Outro fato que ajudou na pulverização dessa modalidade investimento foi a reestruturação das empresas brasileiras, que se encontravam em situação crítica no passado recente. Isso ocorreu em razão da profunda crise recente. As companhias brasileiras se viram obrigadas a se reinventarem, enxugarem o quadro de funcionários, tornaram-se mais eficientes, remodelarem seus portfólios e renegociarem dívidas.

Somente dessa maneira foi possível reduzir o risco de crédito e a posterior atração de recursos para dentro das empresas.

Crédito Privado

No mercado financeiro, o investidor encontra inúmeras possibilidades para alocar seus recursos. Entre elas vem se destacando a área de crédito privado. Mas, antes de entrar no assunto pela ótica do investidor, é preciso relatar a importância desse crédito para as organizações.

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Esses títulos servem para estruturação de dívidas e viabilizam projetos, por causa dos juros baixos comparados aos dos empréstimos bancários. Existe a possibilidade de adequar os fluxos de pagamentos de acordo com as necessidades de caixa de cada empresa. As instituições não financeiras emitem dívidas para captar recursos no mercado a médio e longo prazo. Isso permite aos investidores serem credores dessas organizações e, desta forma, receberem o capital emprestado acrescido de juros.

Vantagens

  • Frequentemente, os créditos privados apresentam rentabilidades superiores aos demais tipos de aplicações disponíveis no mercado financeiro brasileiro. Isso acontece devido ao maior nível de risco envolvido.
  • Permitem ao investidor emprestar dinheiro para grandes companhias, como Petrobrás, Ambev, Klabin, entre outras.
  • Alguns investimentos possuem incentivo fiscal, ou seja, são isentos de imposto de renda sobre os rendimentos.

Riscos

Todo investidor deve analisar a relação risco-retorno antes de realizar qualquer aporte. Primeiramente, o risco pode ser entendido como a possibilidade de se obter resultado diferente do esperado. Sabendo disso, vamos elencar os principais riscos inerentes à alocação nesse ativo.

Risco de crédito

Está associado à probabilidade do devedor não honrar com os pagamentos, ou seja, risco de calote. Títulos de crédito privado possuem grau de risco mais elevado, pois a garantia está estritamente ligada à organização emissora. Vale  ressaltar que, por se tratar de uma emissão não bancária, o credor não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito.

Entretanto, o risco de crédito pode ser mitigado optando-se por boas empresas. Para auxiliar nesse processo de escolha, existem agências de classificação de risco que analisam a saúde financeira das companhias. Outra forma de proteger o capital investido é através da diversificação. Nesse caso, é necessário converse com seu assessor.

Risco de Liquidez

O risco de liquidez é atribuído à facilidade em converter o ativo em dinheiro. Portanto, refere-se ao tempo necessário para trocar determinado bem em moeda corrente.

Normalmente, as empresas lançam esses títulos no mercado para médio e longo prazo, e efetuam o pagamento no vencimento, não sendo possível realizar o resgate antecipadamente. Mas alguns papéis podem ser vendidos no mercado secundário.

Risco Mercado

O risco de mercado está atrelado à variação de preço do ativo, em síntese, trata-se da possibilidade de uma aplicação não ser precificada adequadamente, ou simplesmente, o investidor não conseguir o preço de venda desejado.

Debêntures

Debêntures são títulos de crédito de médio e longo prazo emitidos por instituições não financeiras que precisam de recursos para desengavetar projetos. E são uma bela oportunidade de investimento para as pessoas físicas, porque, dada a sua origem, possuem rentabilidade superior às demais aplicações em renda fixa. Algumas debêntures são incentivadas pelo governo, e desse modo são isentas de imposto de renda.

CRI e CRA

São certificados de recebíveis processados por sociedades securitizadoras, ou seja, essas empresas transformam créditos a receber provenientes de atividades comerciais, financeiras ou prestação de serviços em títulos negociáveis no mercado.

A diferença básica entre os dois está na origem dos créditos, no caso da CRI são direitos creditórios originados de financiamentos imobiliários e na CRA de empréstimos do agronegócio. Outro aspecto a se destacar é o fato de serem isentos de IR.

FIDC

FIDC significa Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Refere-se à comunhão de recursos por parte de diversos investidores para alocação em determinado bem. Fundos dessa natureza devem aplicar no minimo 50% do seu patrimônio em direitos creditórios.

Fundos de crédito privado

Outra alternativa bem atraente é a aplicação em fundos de investimentos de crédito privado, tendo em vista a  possibilidade de realizar maior diversificação com pouco capital, sem contar com gestão profissional.

 

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Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

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A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

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