Crédito imobiliário com recursos da Poupança dispara e soma R$ 18,3 bi em março

Paulo Amaral
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Foto: Abecip, crédito imobiliário

O crédito imobiliário com recursos da Poupança explodiu no Brasil durante o mês de março, segundo informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

A entidade divulgou que a soma total cresceu 172,7% em relação ao mesmo mês de 2020, e totalizou R$ 18,35 bilhões.

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crédito imobiliário, Abecip

Esse foi, segundo reportagem da Reuters, com base em dados compilados, o melhor mês de março desde o início da série história, em 1994, e também 47,4% maior do que o registrado em fevereiro de 2021.

Crédito imobiliário no trimestre

A Abecip também divulgou o montante financiado durante os três primeiros meses do ano e, segundo a associação, ele teve alta de 112,8% no comparativo com o mesmo período de 2020, somando R$ 43,1 bilhões.

Já em relação ao acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 76,1%, com o total chegando a R$ 146,81 bilhões.

 

Os bons números do crédito imobiliário foram, de acordo com a Abecip, por conta dos 81,9 mil imóveis financiados em março.

Eles foram somados nas modalidades aquisição e construção, com alta de 61,8% em relação a fevereiro.

No comparativo com março de 2020, o número representa uma alta de 219,4%.

A comparação trimestral também apresentou alta. Foram 187,6 mil imóveis financiados no período, 137,3% a mais do que nos três primeiros meses de 2020.

No cenário comparativo dos últimos 12 meses, a soma total apresentou 535,3 mil imóveis – crescimento de 70,8% frente ao período anterior.

Captação líquida

A captação líquida da poupança SBPE encerrou março em -R$ 4,85 bilhões, terceiro resultado negativo do ano. Sazonalmente, março tende a ser um período
inexpressivo em termos de desempenho da Poupança.

Na séria histórica iniciada em 1995, observa-se que em 59% dos meses de março a captação líquida foi negativa, além disso em 15% desses meses, não superou a tênue marca de R$ 1 bilhão.

Contudo, segundo a Abecip,  não se deve ignorar o impacto do recrudescimento da pandemia. Medidas mais rígidas de distanciamento social e seus efeitos no emprego e renda podem ter afetado o comportamento dos depósitos de poupança em março.