Credit Suisse prevê dólar a R$ 6,20 e real “ainda mais desvalorizado”

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Atualmente cotado a R$ 5,69, o dólar pode bater na casa dos R$ 6,20. A previsão é do Credit Suisse, em relatório divulgado nesta quarta-feira (20).

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Apesar de ter operado em queda de 1,3% durante o dia, a moeda norte-americana segue muito mais valorizada quando comparada à brasileira, que foi classificada como “tóxica” pelo banco europeu.

Até este dia 20, o real tem a pior desvalorização frente ao dólar no ano quando comparada a outras moedas, tendo caído 29,4%.

O Credit Suisse, atualmente, prefere o rublo russo, o won sul-coreano e a rupia indonésia ante o rand sul-africano, o peso mexicano e o real.

“Nossas visões não mudaram. Continuamos pessimistas com o real, com meta inalterada de dólar a 6,20 reais”, disse o banco, em comunicado, reiterando a previsão feita no último dia 13 de maio.

Ações que podem valorizar com dólar a R$ 6

Clara Sodré, assessora de investimentos da EQI, comentou o que esperar do mercado de ações quando – e se – a moeda americana bater na casa dos R$ 6.

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Para Sodré, as ações que mais se beneficiam da moeda americana perto dos R$ 6,00, são as empresas que possuem a maior parte das receitas em dólar, como as empresas exportadoras. Isso faz com que elas acabem ganhando com alta do câmbio.

Além disso, Clara Sodré destaca o caso de companhias que têm seus ativos cotados na divisa norte-americana, o que faz suas ações valorizarem com a subida do dólar.

Para exemplificar, a assessora citou as empresas do setor de papel e celulose. Pois, o preço da celulose é cotado em dólar. Dessa forma, a alta da moeda americana favorece ainda mais os seus negócios.

Setores prejudicados

Se companhias com receita em dólar são beneficiadas, empresas com custos e dívidas na moeda americana são afetadas negativamente pela valorização da moeda.

Conforme Sodré, essas empresas já começaram a sofrer com essa alta. Um setor que sofre bastante com alta da moeda americana é o de turismo.

Com o dólar em alta, os destinos internacionais ficam mais caros. Limita o turismo internacional, prejudicando as receitas das empresas. Importante lembrar que essas companhias já haviam sido afetada pela pandemia.

Sodré ainda ressalta o caso das empresas que dependem de insumos importados, elas precisam diminuir a produção pra se adequar a nova realidade de preços.

“Então, todas as empresas que têm custos e dívidas em dólar acabam sofrendo mais com essa alta do câmbio”, frisou.

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