CPI da Fake News pode ser estendida até junho a pedido da relatora

Paulo Amaral
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Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da CPI da Fake News, apresentou uma proposta de prorrogação das atividades da comissão, projetando o fim dos trabalhos para junho de 2020.

“Acho que, para o bem da investigação, para que cheguemos a um resultado efetivo nessas investigações, nós deveríamos começar a analisar a proposta de ampliar o tempo de existência da CPMI”, pediu, em entrevista ao site Congresso em Foco.

De acordo com a relatora, se for necessário entregar o relatório final em abril, prazo determinado inicialmente, os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito podem não ficar tão precisos quanto poderiam no caso da prorrogação.

“Se for pra entregar o relatório em abril, entregaremos o relatório em abril com aquilo que nós conseguimos trabalhar até então”, avisou.

“Agora, se nós quisermos aprofundar as investigações na direção de ter o resultado aquilo que nós estamos pedindo de quebra de sigilo, de documentos, ai, certamente, início de abril não dará para terminar”, completou.

Otimismo

Apesar de admitir que, no Congresso, é complicado conseguir consenso, Lídice revelou que sentiu boa vontade dos envolvidos em conceder a extensão.

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da Comissão, adiantou apenas que prefere esperar uma data mais próxima do prazo estipulado – 13 de abril -, para, então, resolver se o prazo será ou não esticado.

“Chegar em meados de março, por ai, nós vamos fazer uma avaliação se há necessidade da prorrogação. Acredito que sim. Vamos fazer o requerimento solicitando a prorrogação”, explicou, ao Congresso em Foco.