CPFL (CPFE3) lucra R$ 904,12 milhões no 1TRI, alta de 58,5%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação

O lucro líquido da CPFL (CPFE3) para o primeiro trimestre de 2020 atingiu o montante de R$ 904,12 milhões.

Os números representam um avanço de 58,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2019, quando atingiu lucro líquido de R$ 570 milhões.

Segundo a companhia, “além do bom desempenho do Ebitda, o ganho registrado no resultado financeiro em função da marcação a mercado de dívidas também contribuiu para esse resultado.”

Ainda no primeiro trimestre de 2020, o Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado foi de R$ 1,69 bilhões, alta de 10,8% sobre a base anual, com R$ 1,53 bilhões no primeiro trimestre de 2019.

O destaque fica para o segmento de distribuição cujo Ebitda atingiu R$ 1,137 bilhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 16%, refletindo principalmente os resultados advindos dos reajustes e revisões tarifárias, disse a CPFL.

Já a receita operacional líquida nos primeiros três meses de 2020 apresentou avanço de 2%, passando de R$ 7,127 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 7,282 bilhões no mesmo período de 2020.

Resultado financeiro

No primeiro trimestre de 2020, a receita financeira líquida da CPFL foi de R$ 121 milhões, uma variação de R$ 341 milhões em relação à despesa financeira líquida observada no mesmo período de 2019.

Segundo a companhia, os itens que explicam essa variação são:

  • Variação de R$ 260 milhões na marcação a mercado (efeito não caixa). Essa variação significativa se deu principalmente em função de um elevado volume de captações (R$ 2,9 bilhões) em moeda estrangeira, com swap para CDI, nesse início de ano, a um custo médio de CDI +0,80%, que precedeu a uma deterioração relevante das condições do mercado de crédito em decorrência da crise econômica gerada pelo covid-19;
  • Redução de 21,7% (R$ 67 milhões) nas despesas com a dívida líquida (encargos de dívidas, líquidos das rendas de aplicações financeiras), reflexo da redução da taxa de juros (CDI) e da menor dívida líquida (para mais detalhes, ver item 3.2.1 – Dívida IFRS);e
  • Variação positiva de R$ 14 milhões nas demais receitas/despesas financeiras.

Posição de caixa e endividamento

Em 31 de março de 2020, a dívida da CPFL era de R$ 22,6 bilhões, um avanço de 7,1% em relação ao ano anterior quando a dívida do grupo era de R$ 20,3 bilhões.

Conforme as informações divulgadas no balanço, a dívida líquida da CPFL alcançou 2,21 vezes o Ebitda ao final de março.

A companhia informou ainda que a posição de caixa ao final do primeiro trimestre de 2020 possuía índice de cobertura de 1,78x das amortizações dos próximos 12 meses.

Dessa forma, os recursos são “suficiente para honrar os compromissos de amortização até março de 2021”, afirmou a CPFL.

Investimentos

Entre janeiro e março de 2020, os investimentos foram de R$ 516 milhões, um aumento de 15,9%, comparado aos R$ 445 milhões registrados em igual período de 2019.

Dentro desse cenário, a CPFL destaca os investimentos no segmento de distribuição, no valor de R$ 454 milhões, destinados principalmente para ampliação, modernização e manutenção do sistema elétrico.