FII Summit: coworking é aliado dos fundos em modelo híbrido de trabalho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O modelo híbrido de trabalho, que concilia parte do trabalho da semana dentro do escritório e parte dela em home office, é uma tendência que veio para ficar. Mesmo no pós-pandemia, a aposta dos especialistas é que grande parte das empresas siga com esta opção aos funcionários.

“Se houve um benefício da pandemia, foi esse. As empresas se deram conta de que a mobilidade reduzida aumenta a produtividade e a qualidade de vida da equipe. O funcionário acorda e começa a trabalhar mais cedo. Ele não perde tempo no deslocamento e no transporte público”, diz Tiago Alves, CEO da Regus.

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Alves será um dos convidados do painel “Escritórios x home office: como investir no cenário de novos modelos de trabalho”, que acontece dentro do FII Summit, evento organizado pela EQI Investimentos, TD e Clube FII, que acontece entre os dias 13 e 15 de abril.

Ele adiantou um pouco do que será abordado no evento. Confira.

Vantagens do coworking para os FIIs

Alves pondera que, apesar de o modelo híbrido não ser recomendado para todo tipo de negócio, ele é realmente uma tendência. A ponto de 50% de seus clientes já demonstrarem a intenção de seguir nesse modelo de trabalho pós-pandemia.

O modelo do coworking, ele diz, atende perfeitamente ao “novo normal” do mercado de trabalho. E, por isso mesmo, tende a ser um grande aliado dos fundos de investimento em lajes corporativas.

Primeiro, pela possibilidade de compartilhar os custos do escritório, interessante especialmente às pequenas empresas.

Depois, pela possibilidade de contratos de locação mais flexíveis. Tanto que, durante a pandemia, enquanto um quinto das lajes corporativas eram devolvidas no Brasil, seu negócio cresceu de maneira significativa. Com alta de 30% só em 2020.

Segundo ele, o mercado já trabalhava com uma estimativa de que, até 2030, um terço dos contratos de locação de lajes corporativas seriam flexíveis. Ou seja, com duração de curto, médio ou longo prazo. Com a pandemia, porém, a tendência foi acelerada. A projeção, agora, é que isto aconteça até 2025.

“Os contratos vão mudar, os fundos de investimento vão mudar. E os investidores de FIIs vão ter que se acostumar com um mix de ocupantes dos imóveis. Em contratos de curta, média e longa duração”, explica.

Por fim, o coworking interessa a empresas e FIIs por viabilizar a estrutura de uma empresa em endereços diversos e não apenas limitado aos centros comerciais. Segundo ele, o coworking tem a vantagem de poder estar presente em zonas residenciais suburbanas. E de atender aos trabalhadores de maneira mais próxima às suas residências.

Quer saber mais sobre o tema? Inscreva-se no FII Summit – evento online e gratuito.

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