Covid-19: número de mortes já passa de 100 mil em todo o mundo

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Site Johns Hopkins University

Na tarde desta sexta-feira (10), a pandemia do novo coronavírus atingiu mais uma triste marca: mais de 100 mil pessoas faleceram em decorrência do Covid-19. No momento, são 102 mil mortos.

A Itália segue como o país com mais óbitos nestes três meses de pandemia. Foram 18.849 pessoas, com 147.577 caos notificados.

A taxa de mortalidade é de 12,77%, muito superior à taxa mundial, de 6,05%.

Entretanto, a Itália não deve permanecer nesse ingrato posto. Os Estados Unidos devem ocupar o primeiro lugar entre as vítimas fatais já neste sábado.

Com média de 1.900 óbitos nos últimos quatro dias, o país já conta 18.255 falecidos, entre os 491.339 infectados, com uma taxa menor de 3,68%.

Mais cedo, os EUA ultrapassaram a Espanha, que contou 15.970 mortos, entre 157.053 infectados, com uma taxa de 10,17%.

A Espanha e a Itália parecem estar colhendo os frutos da quarentena obrigatória imposta nos países só agora. A curva de mortos e de infectados parece ter estagnado, mesmo que num número altíssimo. A Espanha contou nas últimas 24 horas 523 mortos (contra 655 de ontem) e a Itália, 570 (contra 610 de ontem).

França e Reino Unido

A França e o Reino Unido, além dos Estados Unidos, são os países que mais preocupam nesse momento, quando os números seguem muito altos e crescendo.

O país continental já identificou 124.869 doentes, com 13.197 mortes, numa taxa de 10,56%. Já a ilha tem 73.758 testados positivos, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson, com 8.958 vítimas fatais, o que dá uma taxa de mortalidade de 12,14%.

Ambos os países vêm, há alguns dias, computando mortos na faixa próxima dos mil por dia.

Bélgica e Holanda, países de menor população, também parecem entrar agora no pior da crise.

Com 26.667 testes positivos, a Bélgica está contando perto de 500 mortos por dia, chegando a 3.019, quase alcançando a China, que tem 3.336 vítimas e vem com o surto controlado há pelo menos duas semanas, contando um ou dois mortos por dia. A taxa belga é de 11,32%, bastante alta.

Os holandeses têm 23.097 infectados e 2.511 mortos, uma taxa de 10,87%.

Austeridade alemã

Entre os países mais afetados está a Alemanha. Apesar do alto número de infectados, 120.157, o país consegue evitar muitas mortes com um sistema de saúde robusto e uma quarentena eficaz. São 2.688 mortos e uma taxa baixa, de 2,23%.

O grande número de infectados no país se deve basicamente ao grande número de testes realizados.

A Alemanha é a nação que tem o maior índice de testes feitos a cada 1 milhão de habitantes: 15.730, o que permite identificar inclusive assintomáticos e evitar com que eles espalhem a doença. Em números absolutos, são 1,317 milhões de testes.

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Só perdem nesse volume absoluto para os Estados Unidos, que fizeram 2,489 milhões de testes, mas a uma taxa por 1 milhão de habitantes mais baixa, 7.522.

Itália, com 14.999 testes por 1 milhão de habitantes, e 906.864 no total, é o segundo país que mais testa.

O Brasil ainda está testando muito pouco. São apenas 296 teste a cada 1 milhão de habitantes, o que pressupõe que há muito mais gente infectada andando pelas ruas e infectando outras pessoas.

Covid-19 avança rápido

Quanto mais testes, mais é possível ter uma ideia de quanto o Covid-19 avança rápido.

Na quinta-feira, dia 2 de abril, o mundo contava 1 milhão de infectados e 50 mil mortos. Passados oito dias, já são 1.682.220 casos confirmados, um aumento de 68%, e 101.983 mortos, um aumento de mais de 100%.

O mundo vem contando, há pelo menos uma semana, uma média de mais de 6,5 mil mortos todos os dias.

Pesquisadores publicaram na terça-feira (7) um artigo na revista científica britânica The BMJ, desacreditando qualquer prognóstico para a pandemia, em termos de contaminados, de mortos, de perdas sociais, de impacto econômico e, principalmente, de duração.

Eles não acharam nenhum modelo confiável para divulgar.

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