Covid-19: país tem mais de 43 mil casos confirmados e 2741 mortes

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Ministério da Saúde

O ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feria (21), que o país tem 43.079 pacientes diagnosticados com Covid-19. A doença causou a morte de 2.741 pessoas.

O aumento foi de 2.498 casos confirmados e 166 óbitos.

A taxa de mortalidade voltou a subir, depois de dois dias em queda, passando para 6,36%.

Mais uma vez o ministério da Saúde não fez a divulgação do boletim durante coletiva de imprensa – como era habitual durante o comando do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). Seu substituto, Nelson Teich (sem partido), não concedeu entrevista desde que assumiu o cargo em 17 de abril.

Brasil no escuro

A imprensa tem reclamado da ausência do ministro em coletivas para elucidar o que está sendo feito no combate à pademia.

Ao contrário, Teich foi visto apenas na noite dessa segunda-feira (20) em vídeo que o ministério da Saúde divulgou sobre compra de respiradores e de testes. Serão 46 milhões de kits, segundo o ministro.

“Essa combinação do diagnóstico, do tratamento e da preparação para a saída do distanciamento social faz parte da estratégia da abordagem da Covid-19. Com isso, a gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um é entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa é preparar a infraestrutura para o tratamento para que a gente, nesse tempo que a gente está afastado, que vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: que a gente vai, com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, explicou Teich.

Número de casos no mundo ultrapassa 2,5 milhões

Mo dia 2 de abril, o mundo ultrapassava a barreira do 1 milhão de casos confirmados. Uma semana depois, dia 8, já passava do 1,5 milhões. Mais sete dias e mais de 2 milhões de infectados haviam sido identificados. Agora, seis dias depois, 21 de abril, são 2,5 milhões.

A taxa de crescimento está de 78.947 casos diários há 19 dias.

O número de mortos está em 177.177, sendo 107 mil só na Europa e mais 45 mil nos Estados Unidos. A cada 30 horas, em média dos últimos 10 dias, são 10 mil mortos a mais.

94% das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes possuem infectados

Um estudo realizado por cientistas da Fiocruz concluiu que, entre as cidades que têm mais de 100 mil habitantes, 94% já apresentam casos do novo coronavírus no Brasil. Todos os municípios com mais de 500 mil habitantes já têm casos da doença e, os que têm população entre 50 mil e 100 mil habitantes, são 60%.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

A informação foi detalhada pela colunista Constanza Rezende, do UOL.

“O tratamento dessas populações vai depender dos municípios maiores que, por sua vez, também lidam com os casos de suas próprias populações”, diz o estudo.

“Já os municípios que ainda estão sem casos e não adotam medidas de combate, como o isolamento social e fechamento do comércio, podem estar contribuindo para aumentar a velocidade de contaminação, uma vez que atraem populações de municípios maiores à procura de serviços”, segue.

Valas comuns em Manaus

As piores imagens da pandemia começam a ser vistas com mais frequência no Brasil.

O Amazonas, com 2.270 casos confirmados e 193 mortos, passou a abrir valas comuns em sua capital, Manaus, para conseguir enterrar os falecidos em decorrência do Covid-19.

A taxa de mortalidade é alta: 8,50%.

O governo do município confirmou que estão sendo abertas “trincheiras” no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, que fica no bairro Tarumã. Em março, houve um aumento na demanda de sepultamento de 50%.

Covas extras em Pernambuco

Com 2.908 casos confirmados e 260 mortos, Pernambuco já declarou estar com o sistema de saúde colapsado.

A consequência é que cemitérios da capital Recife e de Olinda passaram a abrir sepulturas extras para receber mortos da pandemia.

Menos transparentes no enfrentamento ao Covid-19

São Paulo e Rio de Janeiro, os estados mais afetados pela pandemia do Covid-19, são os menos transparentes em relação aos gastos extraordinários. Lei federal exige sites específicos para compras sem licitação no combate ao coronavírus.

Segundo informa a Folha de São Paulo, “a prática das gestões de João Doria (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ) difere de estados que disponibilizaram links visíveis nas páginas especialmente criadas para divulgar ações sobre o combate ao novo coronavírus, como faz o Ministério da Saúde”.

A transparência nas compras emergenciais foi exigida pela lei 13.979, editada em de fevereiro deste ano. É esta lei que autoriza as aquisições sem licitação para o enfrentamento da pandemia.

“Das 27 unidades da Federação, 10 têm site específico para gastos com o coronavírus 9 têm links nos respectivos portais da transparência e 8 não disponibilizam as informações, ou o fazem de forma obscura”, informa o jornal.

O estado de São Paulo, epicentro da pandemia no país, relaciona 1.093 mortes e 15.385 casos. No Rio de Janeiro, há 461 falecimentos e 5306 diagnosticados com o novo coronavírus.

Santa Catarina flexibiliza isolamento

Com 1.063 casos confirmados e 35 óbitos, Santa Catarina libera atividades religiosas, reabertura de shoppings, centros comerciais e restaurantes, e passou a permitir o exercício físico em parques, praias e em academias.

As aulas e o transporte público seguem sem previsão de volta. O governo acha que o avanço da doença está estabilizado.

O governo publicou uma portaria com regras que precisam ser cumpridas. Por exemplo, distância de 1,5 metro entre os fiéis em cultos e igrejas, ocupação limitada a 30% da capacidade, e a disponibilização de álcool em gel ou similares. O uso de máscara é obrigatório.

O governador Carlos Moisés (PSL) disse que a liberação pode ser suspensa caso os números voltem a subir. O índice de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva no estado é de 18,11%.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), anunciou na manhã desta terça-feira (21) que vai seguir a flexibilização da quarentena anunciada pelo governo do estado.

Outros estados

O Ceará segue em estado de alerta máximo, com 3.716 casos confirmados e 215 mortos. A Bahia tem 1.489 casos de Covid-19 e 47 vítimas fatais, seguida por Maranhão (1.396 e 60), Minas Gerais (1.230 e 44), Espírito Santo (1.212 e 34), Pará (1.026 e 38), Paraná (1.024 e 51), Rio Grande do Sul (904 e 27), Distrito Federal (881 e 24), Rio Grande do Norte (608 e 28), Amapá (457 e 13), Goiás (421 e 19), Paraíba (263 e 33), Roraima (247 e 3), Alagoas (210 e 19), Rondônia (199 e 4), Acre (195 e 8), Piauí (186 e 14), Mato Grosso (181 e 6), Mato Grosso do Sul (173 e 6), Sergipe (92 e 5) e Tocantins (37 e 1).

A taxa de mortalidade na Paraíba é a maior do país, com 12,55%. Alagoas, com 9,05%, e Pernambuco, com 8,94%, estão acima da média nacional. Rio de Janeiro (8,69%), Amazonas (8,50%), Piauí (7,53%) e São Paulo (7,10%) caíram, mas também estão acima da média nacional.

LEIA MAIS
Crise do Covid-19: Cepal estima queda de 5,3% no PIB da América Latina

Teich anuncia ampliação de testes contra coronavírus e “saída progressiva” do isolamento