Covid-19: mais de 1 milhão de pessoas foram infectadas em todo o mundo; 51 mil morreram

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Worldometers

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), informou às 15 horas dessa quinta-feira (2), que o número de infectados pelo novo coronavírus, o Covid-19, em todo o mundo, atingiu a marca de 1 milhão de pessoas.

Desses, mais de 51.356 morreram, o que representa uma taxa de mortalidade de 5,13%. Isso é 1,43 ponto percentual a mais do que quando a doença estava concentrada na Ásia, especialmente na China.

O total de recuperados chega a 210.199, 21% dos casos.

Segundo escreveu o diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, na manhã dessa quarta-feira (1º), “ao entrarmos no quarto mês desde o início da pandemia do Covid-19, estou profundamente preocupado com a rápida escalada e a disseminação global da infecção. O número de mortes mais que dobrou na semana passada. Nos próximos dias, chegaremos a 1 milhão de casos confirmados e 50 mil mortes”.

A projeção foi otimista. Tais números, 1 milhão de casos confirmados e 50 mil mortes, foram atingidos no dia seguinte à declaração.

Bem-estar social

“Nas últimas cinco semanas, testemunhamos um crescimento quase exponencial no número de novos casos, atingindo quase todos os países, territórios e áreas”, seguiu.

“Embora um número relativamente menor de casos confirmados tenha sido relatado na África e na América Central e do Sul, percebemos que o Covid-19 poderia ter sérias conseqüências sociais, econômicas e políticas para essas regiões. É fundamental garantir que esses países estejam bem equipados para detectar, testar, isolar e tratar casos e identificar contatos – sou encorajado a ver que isso está ocorrendo em muitos países, apesar dos recursos limitados”, escreveu.

Ghebreyesus alertou para necessidade dos países aplicarem programas robustos de bem-estar social, para que as pessoas possam se manter em isolamento social, o que é considerado a única arma eficaz para diminuir a força de alastramento do vírus pelo mundo.

Entretanto, a prática tem consequências econômicas que ainda não foi possível prever. O mundo ficará mais pobre e por isso Ghebreyesus solicita que os governos invistam na manutenção dos empregos e da base de suas economias, durante a pandemia.

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“Muitos países em desenvolvimento lutarão para implementar programas de bem-estar social dessa natureza. Para esses países, o alívio da dívida é essencial para que eles possam cuidar de seu povo e evitar o colapso econômico. Esta é uma mensagem da OMS, do Banco Mundial e do FMI – alívio da dívida para os países em desenvolvimento”, escreveu.

Muitos países, nesse sentido, tentam socorrer empresas e trabalhadores.

Aprendizado

“Três meses atrás, não sabíamos quase nada sobre esse vírus. Coletivamente, aprendemos uma quantidade enorme. E todos os dias, aprendemos mais”, escreveu o diretor-geral da OMS.

“Também continuamos a estudar as evidências sobre o uso de máscaras”, continuou. “A prioridade da OMS é que os profissionais de saúde da linha de frente possam acessar equipamentos essenciais de proteção individual, incluindo máscaras médicas e respiradores”.

“Este ainda é um vírus muito novo, e estamos aprendendo o tempo todo”, concluiu.

Números alarmantes do Covid-19

Quanto mais testes são feitos, mais casos são contabilizados. Em países de menor potencial econômico, como o Brasil, os testes são feitos normalmente em pacientes graves ou em óbitos, gerando muita subnotificação.

Países desenvolvidos, entretanto, têm tentando testar o máximo de indivíduos possível.

Assim, os Estados Unidos estão com 236 mil casos confirmados e mais de 5.600 mortes. Uma taxa de mortalidade de 2,38%.

Já são três os países com mais de 100 mil casos. Além dos Estados Unidos, há também a Itália, com 115.242 casos, 13.915 mortes e uma taxa de mortalidade de 12,07%; e a Espanha, com 110.238 casos, 10.096 mortos e uma taxa de 9,15%.

A China não preocupa mais. São 82.432 casos e 3.322 mortos. Há no país apenas pouco mais de 1.800 casos ativos. Já foi ultrapassada também pelo número de casos pela Alemanha, que foi a 84.264, com 1.074 mortes,uma taxa de 1,27%.

No dia 13 de março, uma sexta-feira, o mundo superava a marca dos 5 mil mortos. Passados 20 dias, já são 51 mil mortos, uma média de 2.300 mortos por dia, sendo que desde domingo (29) a média diária são de 4 mil vítimas fatais.

Projeções otimistas dão conta de 50 milhões de pessoas serão infectadas e 100 mil morrerão até o fim de abril. As pessimistas dão conta de 100 milhões de infectadas e mais de 200 mil mortes.

Mas só os Estados Unidos calculam que esse número de mortos, 200 mil, acontecerá apenas em seu território.

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