Cresce pressão por extensão de medidas da pandemia; veja mais

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A segunda onda da Covid-19 registrada em países da Europa e nos EUA fez aumentar a pressão em uma ala do governo e também no Congresso pela prorrogação das medidas de combate aos efeitos da pandemia, principalmente o auxílio emergencial.

Conforme reportagem do Estadão/Broadcast, a equipe econômica pretende publicar uma portaria para delimitar quais restos a pagar da pandemia poderão ser pagos em 2021. Será um procedimento especial único para as despesas que foram feitas com base no chamado orçamento de guerra e que vão ficar para o próximo ano.

Dessa forma, será criado uma espécie de proteção para a gestão fiscal no próximo ano.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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Na opinião do secretário da Receita Federal, Bruno Funchal, no entanto, não há sinais de segunda onda no momento e por isso não é preciso prorrogar medidas. “No início de 2021 voltamos ao normal”, argumentou.

“Oportunidade” para reformas

Bruno Funchal também considera que há uma “janela de oportunidade” para o avanço da agenda de reformas em razão do período de juros baixos do Brasil, que pode “se prolongar ou não”. A notícia é do Valor.

“Se andarmos com reformas fiscais e de produtividade, sem dúvidas vamos ter um período muito maior de juros baixos e a aceleração da economia vai ser muito maior”, afirmou em live promovida pela Mag Investimentos.

Governo prevê leiloar 40 ativos em 2021

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou ontem que há atualmente 40 ativos em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que devem ir a leilão em 2021. Esse conjunto de potenciais privatizações representa R$ 70 bilhões em investimentos, de acordo com O Globo. Freitas afirmou que a pandemia não deve atrapalhar o cronograma de leilões.

Aumento do gás deve impactar indústria

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) aponta para aumentos nos preços do gás em pelo menos 15 estados neste fim de ano. As informações são do jornal O Globo.

Isso anulará boa parte das quedas produzidas a partir de março, quando a pandemia de coronavírus começou a avançar no país .

Os reajustes vão elevar os custos para as empresas, que devem repassar isso para o preço final de seus produtos, onerando o consumidor.

ONS vai aumentar uso de termoelétricas

O Operador Nacional do Sistema (ONS) vai aumentar neste ano o uso de usinas termoelétricas acima do registrado em outubro de 2019, podendo chegar aos 16 mil megawatts/dia, acima do patamar de 14 mil MW/dia de 2019.

O diretor-geral do ONS, Luiz Ciocchi, disse ao Estadão que a situação preocupante dos reservatórios das hidrelétricas dos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste vai obrigar a ONS a aumentar uso de termoelétricas para fazer frente ao aumento do consumo trazido pela recuperação econômica e pelo aumento da temperatura.

Produtor rural terá “cédula verde” como opção de crédito

A Secretaria de Política Econômica (SPE) informou ontem que o Ministério da Economia prepara uma série de iniciativas nas áreas ambiental, rural e de crédito. Uma das ideias avançadas é a criação da Cédula do Produtor Rural (CPR) Verde. A CPR é um mecanismo de antecipação de recursos que é baseada na safra agrícola. A “CPR Verde” estaria atrelada à conservação de matas naturais nas propriedades rurais, ou seja, à manutenção de florestas em pé.

Com esse instrumento, o investidor poderia comprar um título, que não tem incidência de Imposto de Renda, para financiar a preservação dessas áreas.

Autonomia do BC pode ser alterado pela Câmara

O projeto de autonomia do Banco Central aprovado pelo Senado pode sofrer alterações na Câmara. O partido Novo se prepara para tentar reduzir os chamados acessórios que foram colocados para o BC, conforme informou o Estadão.

Biden e Senado republicano são bom cenário para Brasil

A vitória do democrata Joe Biden e a manutenção do controle do Senado pelo partido Republicano criam o melhor cenário para o Brasil. Isso porque deve resultar na aprovação de um pacote moderado de estímulos fiscais para combater os impactos da covid-19 na economia.

Assim, o estímulo mais fraco, segundo o Valor, reduz as preocupações do mercado com o aumento do endividamento dos EUA. Dessa forma, as pressões sobre as taxas de juros do Tesouro americano devem cair e deve promover a desvalorização do dólar frente a outras moedas.

Grandes bancos reservam R$ 72 bi para possíveis perdas

Reportagem da Folha de S.Paulo mostra que o Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Banco do Brasil provisionaram R$ 72 bilhões para eventuais calotes, no acumulado do ano até setembro.

Correios vendem imóveis à espera de privatização

Enquanto não sai a privatização dos Correios, a estatal já vendeu alguns de seus imóveis. Foram nove, desde setembro, quando começou a nova rodada de ofertas.

De acordo com o Estadão, foram vendidos apenas pequenos imóveis residenciais, comerciais e terrenos.

Poucas empresas surfarão nas oportunidades do digital

Segundo o Estadão, apenas 5% da indústria está preparada para aproveitar ao máximo as oportunidades do ambiente digital. O levantamento é da PwC. Foram ouvidos 2.380 executivos, de 76 países.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 609 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 161.779. Os novos casos positivados foram 23.317, de um total de 5.614.258.