Covid-19: com 15.937 infectados, Brasil tem 133 mortes em 24 horas

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Balanço das vítimas do novo coronavírus no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (8), mostrou mais um avanço expressivo dos casos confirmados da doença, com 2.210 novos pacientes e 133 mortes, em comparação com os números informados no dia anterior.

O país passa a ter 15.927 infectados e 800 óbitos.

O número de pacientes com Covid-19 teve aumento de 16% comparado com o último boletim do ministério, anunciado nesta quarta — eram 13.717 casos notificados.

A taxa de letalidade no Brasil teve aumento: passou de 4,4% pra 5% entre segunda (6) e esta quarta (8).

No planeta, essa taxa é de 5,8%. segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Brasil é o 14º em número de casos confirmados no mundo, 12º em número de mortes, 8º em taxa de letalidade (óbitos por casos confirmados) e 16º em índice de letalidade (falecimentos proporcionais à população).

 

Número de mortes pelo Covid-19 em 24 horas é recorde

Em 24 horas, houve 133 falecimentos no país — é o maior registrado em um dia pelo Ministério da Saúde até agora. Nesta terça, o número de mortes relatadas era de 667. Hoje são 800.

O estado de São Paulo se mantém com o maior número de óbitos em decorrência do coronavírus – são 428.

Rio de Janeiro, que relatou 106 óbitos, vem em seguida em registros de falecimentos. Na sequência vêm Pernambuco (com 46 mortes), Ceará (43) e Amazonas (30), estados que estão em emergência em razão do número de vítimas.

O país teve mortes por Covid-19 também no Paraná (17), Santa Catarina (15), Bahia (15), Minas Gerais (14), Distrito Federal (12), Rio Grande do Norte (11), Maranhão (11), Rio Grande do Sul (9), Goiás (7), Espírito Santo (6), Pará (6), Piauí (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Alagoas (2), Mato Grosso do Sul (2), Amapá (2), Acre (2), Rondônia (1), Roraima (1) e Mato Grosso (1).

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Segundo o ministério da Saúde, a região Sudeste concentra 59,6% dos casos, o Nordeste, 17,7%, Sul tem 9,7%, Norte, 7,7% e Centro-Oeste, 5,3%.

SP soma 428 mortes pelo Covid-19

Nesta quarta o governador de São Paulo João Doria pediu para que a população evite viajar no feriado de Páscoa.

“Não se dirijam especialmente ao litoral. Fiquem em casa. Ficarão mais seguros e protegidos nesta semana santa se ficarem em suas residências. As praias estão fechadas”, disse Doria.

“Preserve a sua vida e de seu familiares, é o apelo que faço”, reforço Doria.

O governador expressou preocupação com o novo balanço do coronavírus em São Paulo. Nas últimas 24 horas, o estado notificou 57 mortes.

São Paulo totaliza agora 428 mortes por causa do novo coronavírus.

Desse total, informa a Secretaria Estadual da Saúde, a maioria das vítimas é homem (com 249 casos) com mais de 60 anos (que representam 68,1% das mortes).

A capital soma 341 óbitos, de acordo com a prefeitura. São Bernardo do Campo e Guarulhos têm sete mortes cada uma.

O estado tem 136 o número de municípios que tem, pelo menos, um caso confirmado de Covid-19. Sâo 6.708 pessoas infectados.

RJ: 17 mortes por Covid-19

Com 250 novos casos, o Rio de Janeiro registrou 17 mortes nas últimas 24 horas.

O estado Rio de Janeiro totaliza agora 106 óbitos e 1.938 casos notificados.

Segundo a agência Brasil, entre as mortes confirmadas hoje (8), apenas uma ocorreu em uma pessoa com menos de 60 anos de idade.

É um homem de 56 anos, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, cidade que teve mais duas mortes registradas hoje (8). O município tem oito óbitos, e só perde em número de morte para a capital do estado.

A cidade do Rio reportou 14 novas mortes confirmadas hoje, e chegou a 73.

As vítimas tinham entre 61 e 85 anos de idade, sendo sete homens e sete mulheres. O município soma 1.449 casos confirmados da Covid-19.

Além de Rio de Janeiro e Duque de Caxias, a Região Metropolitana tem mortes confirmadas em Belford Roxo (3), São Gonçalo (3), Itaboraí (2), Niterói (2), Nova Iguaçu (2), Mesquita (1), Maricá (1) e São Jão de Meriti (1).

Há óbitos nas cidades de Iguaba Grande (2), Rio Bonito (2), Volta Redonda (2), Arraial do Cabo (1), Miguel Pereira (1), Petrópolis (1) e Rio das Ostras (1).

Já há casos confirmados da covid-19 em 49 municípios fluminenses, o que corresponde a mais da metade das 92 cidades do estado.

Depois da capital, as cidades com mais casos são Niterói (106), Volta Redonda (58), Nova Iguaçu (50), Duque de Caxias (26) e Petrópolis (22).

Produção nacional em grande escala de respiradores

O fim da pandemia de coronavírus ainda está distante, mas o governo brasileiro conseguiu uma vitória: fechou contrato para a produção nacional de respiradores em grande escala.

Principal preocupação do Ministério da Saúde (junto com o temor por faltarem leitos em UTIs), os respiradores são essenciais para salvar a vida dos pacientes acometidos com a Covid-19 em estado mais grave.

De acordo com o Portal Uol, no entanto, parte do primeiro problema foi resolvida com a assinatura de um contrato na noite de terça-feira.

O contrato prevê uma força conjunta entre a Magnamed, responsável pelo projeto, e a Flextronics, montadora internacional que normalmente atende o mercado de telecomunicações e tecnologia.

Pelo acordo firmado, estão previstos 6.500 novos respiradores para o mercado brasileiro até agosto – 2.000 deles já neste primeiro mês de contrato.

Segundo a reportagem do Uol, os valores do contrato não foram revelados, mas cada respirador produzido deverá custar entre R$ 50 e R$ 60 mil aos cofres públicos.

Crises diplomáticas

Uma possível dependência da China era motivo de preocupação, principalmente por conta das recentes crises diplomáticas envolvendo o governo brasileiro e o asiático.

No começo da pandemia de coronavírus, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, acusou os chineses de serem “culpados” pela propagação da Covid-19 e esconderem informações sobre a doença.

Na semana passada, foi a vez do ministro da Educação, Abraham Weintraub, provocar uma saia-justa entre os dois governos ao insinuar que a China estaria “lucrando” com a pandemia de coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro precisou intervir em nome do filho e ligar pessoalmente para o presidente chinês para resolver a primeira crise, mas não se manifestou sobre a atitude de Weintraub.

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*com Agência Brasil

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