CCEE verifica queda de 4,7% no consumo de energia elétrica em junho

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Neoenergia

O consumo de energia no Brasil apresentou queda média de 4,7% entre os dias primeiro e 26 de junho, na comparação com o igual período de 2019.

Os dados foram apresentados em estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE nesta segunda (7)

Os dados reforçam a tendência de retomada gradativa da demanda, com a flexibilização das medidas de isolamento social.

Mercado regulado

O mercado regulado teve queda de 4,6%, enquanto o mercado livre recuou 5%.

A redução é um pouco menor no ambiente regulado por causa do aumento do consumo da classe residencial.

Em maio, houve diminuição de 10,9% no Sistema Interligado Nacional – SIN, sendo uma queda de 11,4% no Ambiente de Contratação Regulado – ACR e de 9,7% no Ambiente de Contratação Livre – ACL.

Pandemia

Abril teve a maior queda, devido às medidas de combate ao coronavírus, o recuo atingiu 12,1% no total, com diminuição de 11,5% no mercado regulado e de 13,6% no livre.

Os resultados são preliminares e são referentes o consumo total do mercado cativo, em que o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras, e do livre, que permite a escolha do fornecedor e a negociação de condições contratuais.

Além disso, o estudo não considera os dados de Roraima, único estado não interligado ao sistema elétrico nacional.

Indústria automotiva: maior recuo no consumo

No mês de junho, verifica-se que o consumo de energia continua menor do que em igual período do ano passado. No entanto, os percentuais indicam uma desaceleração da trajetória de queda.

Quando expurgados os efeitos de migrações para o mercado livre, a indústria automotiva se manteve como o segmento com maior queda desde o início do isolamento social.

O recuo médio foi 49% menor do que a do mesmo período em 2019. Já os setores de serviços e a indústria têxtil apresentaram queda de, respectivamente, 36% e 42%.

Análise regional

A CCEE analisou ainda o desempenho do consumo de energia elétrica dos estados no período, comparando a média de todo o período de isolamento (21 de março a 26 de junho), na comparação com os mesmos dias de 2019.

O Rio de Janeiro foi o estado que apresentou maior retração, de 15%, seguido pelo Espírito Santo, com -13%.

Três estados tiveram alta: Amapá (3%) e Maranhão (1%), por causa da baixa redução no mercado regulado e da retomada de alguns setores da economia. Já o Pará, com 5%, ainda refletindo a retomada da produção de uma indústria de alumínio que teve atividades paralisadas.

Ao se analisar o desempenho por região geográfica, Rio de Janeiro lidera a queda (-15%) no Sudeste, em termos percentuais.

No Sul do país, o Rio Grande do Sul é o que apresentou a maior queda (-11%). Enquanto, no Centro-Oeste, a redução mais expressiva ocorreu no Mato Grosso do Sul (-6%).

O Nordeste tem a Bahia como o estado com maior índice de redução (-12%). Na região Norte, a maior queda se deu no Acre, com -8%.