Um mês após 1º paciente da Covid-19, país confirma 2915 casos e 77 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

O boletim do ministério da Saúde sobre o avanço da Covid-19 no país, divulgado desta quinta (26), indica que o país tem 2915 casos confirmados e 77 mortes.

A taxa de letalidade da doença no país está em 2,4%.

Um mês depois do primeiro caso confirmado

Hoje (26) faz um mês que o Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus no país.

O primeiro brasileiro diagnosticado com covid-19, um homem de São Paulo, foi contaminado durante uma viagem a Lombardia, na Itália.

Ontem, as mortes já haviam se expandido para além de São Paulo e do Rio de Janeiro, estados com mais casos e óbitos. Houve registros de falecimentos em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Amazonas.

Considerando um mês após o primeiro infectado, o Brasil fica atrás da China (213 mortes e 9.802 casos) mas a frente da Itália (29 mortes e 1.694 casos).

Comparações com a Itália

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que a comparação entre Brasil e Itália deve ser ponderada por uma série de aspectos.

Os países têm faixas etárias diferentes (a Itália conta com mais idosos).

O Brasil dispões de mais leitos de Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) do que aquele país.

“O fato de termos mais casos não significa nada. Nós começamos de forma mais lenta, enquanto a Itália teve crescimento abrupto”, explicou Gabbardo.

“Pode ser que daqui a uma semana, nossa situação seja muito melhor que a Itália. Temos uma expectativa de que nós não vamos ter número de óbitos proporcional que os da Itália. Mas precisamos esperar mais algumas semanas”, respondeu.

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Balanço de 1 mês de coronavírus

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é de que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia.

Desde o 100º caso, a média foi de 31% por dia.

Nesta semana, houve dias em que os números subiram abaixo dos 20%.

O secretário de vigilância e saúde, Wanderson de Oliveira, lembrou que isso se deve também ao fato dos testes que detectam a doença estarem sendo destinados a casos mais graves.

Com o aumento dos exames anunciado ontem, a perspectiva é de que o número seja elevado.

Ele ressaltou como pontos positivos do enfrentamento à pandemia no país a força do sistema de saúde, a capacidade de detectar “oportunamente” o surto, a disponibilização de material para assistência e as ações para atenção primária.

Já entre os pontos negativos ressaltou o fato de nos últimos anos não ter havido investimento na automatização de laboratórios centrais.

Aumento de 54% no número de casos desde segunda (23)

O total de casos confirmados subiu de 2.433 ontem para 2.915 casos.

O resultado de hoje marcou um aumento de 54% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

Do total de mortes, 58 foram em São Paulo, nove no Rio de Janeiro, três no Ceará, três em Pernambuco, uma no Amazonas, uma no Rio Grande do Sul, uma em Santa Catarina e uma em Goiás.

Como local de maior circulação do novo coronavírus no país, São Paulo também lidera o número de pessoas infectadas, com 1052 casos confirmados.

Em seguida vêm Rio de Janeiro (421), Ceará (235), Distrito Federal (200), Rio Grande do Sul (158) e Minas Gerais (153).

Também registram casos confirmados Santa Catarina (122), Bahia (104), Paraná (102), Amazonas (67), Pernambuco (48), Espírito Santo (39), Goiás (39), Mato Grosso do Sul (25), Acre (24) e Rio Grande do Norte (19).

Além desses estados, há diagnósticos em Sergipe (16), Pará (13), Alagoas (11), Mato Groso (11), Maranhão (10), Piauí (nove), Roraima (oito), Tocantins (sete), Rondônia (cinco), Paraíba (cinco) e Amapá (dois).

Perspectivas

A perspectiva para próximo mês é de que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.

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A equipe disse que não anunciará projeções de casos, mas adiantou que deverá haver mais mortes e mais casos.

“Vamos ter 30 dias muito difíceis, sem conseguir redução. O número de casos depende de variáveis da transmissão e do número de testes. Nossa intenção é fazer que a curva reduza o máximo possível”, declarou João Gabbardo dos Reis.

Dengue e influenza

Um problema adicional na avaliação da equipe é o fato desse próximo período de crescimento da curva do novo coronavírus coincidir com o pico de casos de dengue e com a epidemia de influenza.

Será, como definiu o secretário Wanderson de Oliveira, uma “tempestade perfeita” que demandará uma atuação voltada às três doenças.

“Teremos coronavírus, influenza e pico de dengue, três epidemias simultâneas. Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se conforme o calendário. Vacinem-se”, aconselha o secretário.

Liberação de recursos

Mais R$ 600 milhões estão sendo liberados para estados e municípios para reforçar o plano de contingência de enfrentamento da pandemia de coronavírus, de acordo com a Agência Brasil.

Além disso, R$ 400 milhões já haviam sido enviados a todos os estados este mês.

A orientação do Ministério da Saúde é que cada estado defina com as prefeituras os valores destinados a cada município.

O dinheiro poderá ser utilizado em ações de assistência, inclusive para abertura de novos leitos ou custeio de leitos já existentes nos estados e municípios.

Repasse é anunciado em SP

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje o repasse de R$ 218 milhões para 80 municípios do estado com mais de 100 mil habitantes para ações que minimizem efeitos da pandemia do novo coronavírus.

O repasse terá início no dia 3 de abril e não inclui a capital.

Para as cidades com menos de 100 mil habitantes, o governador disse que um novo valor de repasse deverá ser anunciado na próxima segunda-feira (30).

Contingenciamento no Rio de Janeiro

O governo fluminense determinou ontem (25) o contingenciamento de R$ 7,6 bilhões e a suspensão por tempo indeterminado de novas despesas de caráter não essencial.

As medidas são emergenciais para fazer frente à queda na arrecadação provocada pela pandemia do novo coronavírus.

*Com Agência Brasil

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