Coronavírus: país registra 113 mortes em um dia e mais de 40 mil infectados

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Base Aérea de Anápolis ,novo coronavírus,avaliações clínicas, coronavírus, covid-19, repatriados

O Ministério da Saúde atualizou os números do Covid-19 no Brasil. O país tem 40.581 testes positivos e 2.575 mortos em decorrência do novo coronavírus.

O aumento foi de 1.927 casos com relação ao dia anterior e 113 mortes em um só dia, menos dos que as 115 computadas ontem.

A taxa de mortalidade segue caindo, chegando a 6,35% (ontem era 6,37% e antes de ontem 6,41%). No mundo, é de 6,87%.

O pais é agora o segundo do mundo em casos considerados críticos da doença, com 7.919, atrás apenas dos Estados Unidos, com 13.634.

O Brasil é o 11º em número de casos confirmados. Isso porque testa muito pouco: há uma proporção de 296 testes para cada 1 milhão de habitantes. Esse número pode indicar dados desatualizados no boletim do governo.

O ministro da saúde, Nelson Teich, não participou da coletiva diária de anúncio do balanço. Ele estava reunido em videoconferência com os governadores do Nordeste.

Isolamento em São Paulo é insuficiente

O Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi), vinculado ao governo de São Paulo, informou hoje que o percentual de isolamento social no estado é de 59%, o mesmo identificado nos últimos quatro finais de semana.

Ainda é insuficiente. O ideal, segundo estudos, é atingir 70%.

O estado, porém, tem conseguido frear a aceleração do vírus. Embora seja o epicentro da epidemia em território nacional, com 14.580 testes positivos e 1.037 mortos, mais do que muitos países, o ritmo tem sido menor.

O Simi analisa dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia da quarentena.

Na quarta-feira (22), o governo paulista anunciará como será o plano de reabertura gradual da economia. A quarentena no estado vai até 10 de maio.

“Até 10 de maio, nada muda na quarentena em São Paulo. A partir de 11 de maio, colocaremos em prática um programa em fases, para manter a orientação da ciência e liberar gradualmente a economia. Mas repito, até dia 10 de maio, nada muda”, disse à Folha o governador João Doria.

Escândalo dos respiradores no Amazonas

O governo do Amazonas pagou dia 8 de abril R$ 2,9 milhões a uma loja de vinhos por 28 ventiladores pulmonares para tratar de infectados, informa o portal UOL.

“O valor unitário equivale a até quatro vezes o preço do aparelho visto em lojas no Brasil e no exterior, e os equipamentos são considerados ‘inadequados’ para pacientes de Covid-19, segundo o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam)”, reporta o site.

O Amazonas é um dos mais afetados pela pandemia no Brasil. São 2.160 testes positivos e 185 mortos, com uma taxa de mortalidade de 8,65%.

O UOL ainda reporta que “foram comprados 24 ventiladores da marca Resmed por R$ 104,4 mil cada. O mesmo aparelho é vendido por cerca de R$ 25 mil por revendedores nacionais e do exterior, o que caracteriza um sobrepreço de 316%”.

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O governo soltou nota se defendendo, dizendo que a operação foi legal e que era a única alternativa, diante da brutal concorrência nesse mercado.

Receita Federal vai investigar importação maranhense

O governo do Maranhão será investigado pela Receita Federal pela compra via Etiópia de 107 respiradores da China.

A operação envolveu o envio dos respiradores para a Etiópia, para escapar do possível confisco dos Estados Unidos e da Europa, que estão digladiando e atravessando todas as compras para países com menos recursos, como é o caso do Brasil.

O Maranhão chegou a fretar um avião de Guarulhos para São Luís. O desembaraço na Receita foi feito no Maranhão, e não em São Paulo, para evitar o risco de que os equipamentos fossem retidos.

A Receita afirma em nota que a remoção dos respiradores foi “realizada sem o prévio licenciamento da Anvisa e sem autorização da Inspetoria Receita Federal em São Luís, órgão legalmente responsável por fiscalizar a importação das mercadorias”.

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi a Twitter defender a operação: “Maranhão não praticou nenhuma ilegalidade na compra de respiradores. Mercadorias são legais, existem, estão salvando vidas. A Receita pode abrir o procedimento que quiser e atenderemos às suas exigências. Só não aceitamos ameaças nem perseguições sem sentido”.

O estado tem 1.320 casos confirmados e 54 mortes.

Pernambuco com fila de espera

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou que o estado já tem fila de espera para pacientes graves com Covid-19, tal como ocorre com Amazonas e Ceará. O colapso no sistema de saúde é a maior preocupação dos gestores públicos.

Pernambuco tem 2.690 casos confirmados e 234 mortos.

Até agora, Pernambuco criou 304 leitos exclusivos para infectados por Covid-19. Entretanto, não foram suficientes, porque a ocupação já chegou a 99%.

Por piorar, segundo Longo: “Covid-19 vai chegar em todo o interior. É preocupante sim e as pessoas precisam ficar atentas. É lamentável que exista um relaxamento maior (do isolamento social) no interior”.

Números do Covid-19 nos demais estados

A princípio, o ministério havia informado que o Brasil tinha acrescido 383 mortes em um só dia, o que seria um recorde. Mas minutos depois, corrigiu o que chamou de “erro de digitação”.

O tal erro foi na informação das mortes ocorridas em São Paulo: primeiro relatou-se 1.307 para então corrigir para 1.037.

Além dos já citados, os demais estados também seguiram com os números corretos do Covid-19, após a atualização do ministério. É possível notar que vários estados já contam os infectados para acima de mil.

O Rio de Janeiro tem 4.899 casos confirmados e 422 mortes. O Ceará tem 3.482 e 198 vítimas fatais, seguido de Bahia (1.341 e 46), Minas Gerais (1.189 e 41), Espírito Santo (1.168 e 33), Santa Catarina (1.025 e 35), Paraná (1.007 e 51), Pará (902 e 35), Rio Grande do Sul (889 e 27), Distrito Federal (872 e 24), Rio Grande do Norte (595 e 27), Amapá (433 e 13), Goiás (403 e 19), Paraíba (245 e 32), Roraima (244 e 3), Mato Grosso (181 e 6), Acre (176 e 8), Alagoas (171 e 18), Mato Grosso do Sul (171 e 5), Rondônia (160 e 4), Piauí (158 e 12), Sergipe (86 e 5) e Tocantins (34 e 1).

A maior taxa de mortalidade do país é da Paraíba, com 13,06%, seguido de Alagoas, com 10,53%.

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