Covid-19 avança sobre a América Latina e Caribe

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Wikimedia Commons

A epidemia do novo coronavírus, conhecido como Covid-19, tem avançado por terrenos que até há um mês estavam isolados da doença. É o caso da África, da América Latina e do Caribe, que agora somam 103 casos confirmados. Os dados foram compilados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) às 14h do dia 7 de março e são atualizados constantemente.

Os casos no mundo passam de 102 mil, com 3.491 mortes. A maioria se concentra na China continental, com 80.652 casos e 3.070 mortes, onde a doença vem sendo controlada com eficiência e considerada como estabilizada.

Entretanto, na Europa, no Oriente Médio e na América do Norte, o avanço vem sendo brutal. Os italianos já contam 4.636 doentes, com 197 mortes e 523 recuperados. É o país onde o surto se tornou mais grave. Mas Alemanha, com 670 caso e 17 recuperados; a França, com 653 infectados, 9 mortes e 12 recuperados; a Espanha, com 410 casos, 5 mortes e 2 recuperados; também preocupam.

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Suíça (214, 1 morte), Reino Unido (164, 2 mortes), Holanda (128, 1 morte), Bélgica (109), Noruega (108), Suécia (101) foram atingidos pela epidemia e não creem que chegaram ao máximo de infecções ainda.

Oriente Médio

O Irã tem 4.747 casos, com 124 mortes, inclusive de autoridades do Parlamento.

É a maior atenção da OMS no Oriente Médio, mas não a única. Emirados Árabes, com 45 casos, Omã, com 16, Qatar, com 8, Barhein, com 60, Iraque, com 48 e 4 mortes, Israel, com 21, Líbano com 22, Palestina, com 22, Arábia Saudita, com5, e Jordânia, com 1, mostram o quanto essa parte do mundo preocupa.

Brasil, América Latina, Caribe e África

Essas eram as partes do mundo mais isoladas do vírus até o início de março. E a chegada do Covid-19 a áreas tropicais durante o verão era uma das preocupações da OMS, sobre como o vírus iria se comportar com o calor. Ainda não se sabe exatamente, por não ter havido tempo suficiente para estudos completos, mas ele segue se alastrando.

Na África, já são 43 casos, divididos em: Argélia (17), Egito (15), Senegal (4), Marrocos (2), Tunísia, África do Sul, Togo, Nigéria e Camarões, todos com 1 caso.

Na América Latina e Caribe, a situação é pior. Equador (13), Argentina (8), México (6), Guiana Francesa (5), Chile (4), São Bartolomeu (3), Martinica (2), República Dominicana (2), Colômbia, Costa Rica e Peru (1 cada) são os países afetados.

O Brasil, com o segundo caso confirmado no Rio de Janeiro, na manhã desse sábado (7), sobe para 14 infectados. São 768 casos monitorados, no boletim do Ministério da Saúde divulgado na sexta-feira (6).

Mesmo assim, a OMS ainda não declarou pandemia.

Impacto econômico do Covid-19

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê um crescimento global de 2,4% em 2020, uma queda em relação à previsão feita em novembro, de 2,9%.

Se o surto for mais duradouro e intenso, ele pode derrubar essa taxa para 1,5% em 2020, em meio a fábricas fechadas e trabalhadores em casa para evitar a disseminação do vírus.

Nas bolsas pelo mundo, a última semana de fevereiro registrou o pior desempenho do mercado desde a crise econômica de 2008. Xangai caiu 2,9%; o Dow Jones, 7,5%; o Nikkei, 9,1%; e o FTSE 100, 11%.

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