Crise: 42 indústrias de processamento de carne fecham as portas em abril

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site revista Exame

Com o objetivo de impedir a propagação da Covid-19 nas unidades industriais e preservar a integridade de seus trabalhadores, 42 indústrias de processamento de carne e pescados decidiram, em abril último, paralisar suas atividades.

Dez estados

A informação integra o relatório, divulgado nessa quarta-feira (13), pelo Ministério da Agricultura, ao dar conta de que esse movimento abrangeu dez estados brasileiros, conforme o site G1.

Conta própria

Das 42 empresas paralisadas (9,4% dos 446 estabelecimentos do país), pelo menos 35 tomaram a decisão por conta própria, outras seis, por determinação judicial e mais uma outra, ainda, por determinação ministerial.

Monitoramento diário

O relatório do DIPOA destaca o papel de monitoramento diário da pandemia, por meio de comunicação constante com empresas e representantes do setor produtivo.

Informação e proteção

A iniciativa, prossegue o documento, tem por finalidade, “além de atualizar informações a respeito de possíveis formas de propagação da covid-19 nas unidades industriais, assim como transmitir medidas voltadas à proteção dos trabalhadores das indústrias e dos servidores públicos no exercício de atividades consideradas essenciais”.

Garantir abastecimento

Fazer com que a inspeção federal garanta a continuidade do abastecimento de produtos de origem animal à população, face ao combate ao coronavírus.

Inspeção essencial

Essa foi uma das recomendações da DIPOA ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), contidas no decreto 10.282 (20.3.20), que definiu as atividades de inspeção de produtos de origem animal e certificação sanitária como essenciais para a sobrevivência, a saúde e a segurança da população.

Calamidade pública

Além dessas iniciativas, o relatório de atividades visa “acompanhar os impactos decorrentes da calamidade pública imposta pela pandemia nas atividades essenciais realizadas pelo Serviço de Inspeção Federal”

Informação quadrimestral

O relatório divulgado contém informações e dados referentes aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2020, sempre em comparação com igual período do ano passado.

Registros no SIF

Atualmente, sob o SIF, estão registrados 3.287 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados.

Atividades necessárias

Quando o abate de animais é realizado, com a presença de equipes do SIF, é fundamental que ocorram atividades de inspeção ante mortem e post mortem.

Riscos à Saúde Pública

De acordo com especialistas, “somente por meio destes procedimentos, é possível identificar os animais com patologias que representam riscos à saúde pública, sendo insubstituíveis como instrumentos de vigilância sanitária animal e de medicina preventiva”.

Unidades produtivas paralisadas (por tipo)

31 são frigoríficos de carne bovina;

5 são frigoríficos de aves;

1 é frigorífico de suínos;

2 são unidades de beneficiamento de pescados;

2 são unidades de beneficiamento de carnes.

O levantamento não divulgou o nome das empresas envolvidas.

Participação de cada estado (por unidades): 

Amazonas: 2 unidades;

Goiás: 3 unidades;

Minas Gerais: 1 unidade;

Mato Grosso do Sul: 11 unidades;

Mato Grosso: 10 unidades;

Pará: 6 unidades;

Paraná: 1 unidade;

Rio Grande do Sul: 5 unidades;

São Paulo: 2 unidades;

Tocantins: 1 unidade.