Covas diz que São Paulo pode cumprir restrições até o fim do semestre

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Heloisa Ballarini/ Fotos Públicas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou em entrevista à CNN Brasil, que a cidade poderá manter as restrições de circulação por todo o primeiro semestre. De acordo com a sua análise, somente respeitando o distanciamento social será possível superar a pandemia de coronavírus. Covas ainda disse que respeita as determinações das autoridades de saúde e replica à população os mesmos critérios adotados ao seu próprio bem estar. “Estamos aqui para fazer o que os médicos recomendam. Eu faço isso na minha saúde e faço isso na saúde da população.”

Segundo Covas, o fato de o coronavírus ser uma doença nova torna o cenário incerto e dificulta a compreensão das pessoas. “Quanto mais informação, mais tranquilidade você tem para tomar uma decisão. É difícil você mostrar que está do lado da ciência e, portanto, as pessoas precisam fazer isolamento social, e que a mesma ciência hoje não tem, às vezes, números para responder a todas as perguntas que as pessoas fazem.”

No entanto, o prefeito acredita que respeitar as orientações de isolamento é uma saída para brecar o aumento de contágio. Assim como a sobrecarga do sistema de saúde. Principalmente ao considerar que a cidade de São Paulo possui uma grande área periférica, com maior dificuldade de acesso.

“Hoje, mantido o isolamento, na faixa de 60% e 70%, nós sabemos que esses 3.000 leitos novos vão dar conta. Mas vemos infelizmente uma flexibilização por parte das pessoas, que acreditam em discursos de que é uma gripezinha. É importante avisar as pessoas que não é só uma questão de higiene, é uma questão humanitária, de respeito ao próximo”, disse Covas.

São Paulo está se preparando, disse Covas

Questionado pela CNN sobre a sobrevivência da cidade quanto ao período de reclusão e fechamento do comércio, Covas foi prático. “Nós estamos nos preparando para poder enfrentar esse tipo de restrição durante esse primeiro semestre de 2020.”

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Portanto, Covas informou que São Paulo está lidando com um gasto extra de R$ 1,1 bilhão. Assim, em busca de equilibrar as contas, a prefeitura tem trabalhado pelo descongelamento de recursos municipais.

“A expectativa hoje de perda de arrecadação é de R$ 3,6 bilhões por conta da crise econômica e das novas projeções que se fazem para o PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. Nós tínhamos um superávit financeiro em 2019 de R$ 2,5 bilhões, mas a hora que você vai somando o gasto extra de R$ 1,1 bilhão, a perda de arrecadação de R$ 3,6 bilhões, você começa a ter que remanejar recursos de outras áreas.”

Covas ainda disse à CNN Brasil que segue as recomendações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM). Por outro lado, desconsidera as declarações do presidente Jair Bolsonaro quanto à pandemia. “O vírus não é de esquerda nem de direita. O vírus é um vírus. Não tem posicionamento ideológico. Fazer embate político em cima de uma pandemia é inaceitável. Nós temos insistido que não estamos aqui para fazer o embate político ou para dizer ‘favor ou contra tal político’.”

Otimismo

Em tratamento contra um câncer, Covas deu declarações positivas sobre seu quadro de saúde e atividade política. “Estou tranquilo e com disposição. E estou conseguindo lidar com essa necessidade de ter que cuidar não só de mim, mas de 12 milhões de pessoas que precisam nesse momento do prefeito para liderar a cidade.”

Por fim, o prefeito se mostrou otimista à CNN Brasil em relação ao enfrentamento da pandemia em São Paulo. “Levantamentos mostram que se não tivesse tido as restrições de circulação o número de pessoas contaminadas e mortas seria dez vezes maior. A expectativa é que nós consigamos passar por essa crise mantidas as atuais medidas de isolamento,” declarou.