Cotação recorde mais uma vez: dólar fecha em alta e chega a R$ 4,24

Marco Antônio Lopes
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O dólar comercial fechou em alta nesta terça (26) e chegou a R$ 4,24. A alta registrada foi de 0,59%. O valor representa novo recorde na cotação da moeda, a maior desde a criação do Plano Real, sem levar em conta a inflação.

Num dia tenso no mercado financeiro, a moeda chegou a ser negociada a R$ 4,28.  O Banco Central precisou intervir. Fez dois leilões de venda direta das reservas internacionais, de acordo com informações da Agência Brasil.

Em cada leilão, o BC arrecadou cerca de R$ 1 bilhão.

A cotação desta terça reforço a alta em novembro. No total do mês, a moeda teve valorização de 5,75%.

As altas recordes são creditadas à repercussão da entrevista com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que na segunda (25), em Washington, disse não ter preocupação com a alta da moeda americana, que naquele dia havia fechado a R$ 4,21.

“O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele está causando. Vamos importar um pouco mais e exportar um pouco menos”, minimizou. E acrescentou que era “bom” o brasileiro se acostumar com juros mais baixos e com o câmbio mais alto “por um bom tempo”.

Recordes durante o dia

O dólar chegou a ser negociado a R$ 4,2771 nesta terça-feira.  O dólar turismo atingiu o patamar de R$ 4,46. Casas de câmbio online venderam dólar a R$ 4,51 em dinheiro vivo e R$ 4,73 no cartão pré-pago. O euro era vendido pelo mesmo aplicativo a R$ 5,21 no cartão pré-pago, R$ 4,97 em dinheiro.

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Reação do Banco Central

Por causa da alta registrada durante o dia, o BC respondeu por volta do meio-dia: promoveu um leilão extra para vender dólares à vista.

A taxa de corte do leilão foi de R$ 4,2320. Mais cedo, o BC promoveu também operação de venda à vista de dólares e de swap cambial reverso, que equivale à venda de dólar no mercado futuro.

Logo após a ação do Banco Central, o dólar desacelerou para o patamar de R$ 4,24 e se manteve nesse valor até o final da tarde.

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