Cosan (CSAN3): Raízen adquire Biosev (BSEV3); 3R Petroleum (RRRP3) planeja novas aquisições

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Raízen /Divulgação

A joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, a Raízen concluíram nesta segunda-feira (8) as negociações para a aquisição da Biosev (BSEV3). O acordo foi fechado por meio de troca de ações e dinheiro.

Segundo comunicado emitido pela Raíze, a companhia celebrou um contrato de aquisição com a Biosev e a Hédera Investimentos e Participações, na qualidade de acionista controladora da Biosev. De acordo com o contrato, Raízen concordou em, sujeito aos termos e condições nele estabelecidos, adquirir até 100%  das ações de emissão da Biosev.

“Trata-se de uma combinação de negócios envolvendo uma troca de ações, com emissão de 3,5% de ações preferenciais da Raízen e um valor pago em dinheiro (R$ 3,6 bilhões) para refinanciamento da dívida da Hédera de forma eficiente. Desta forma, após a conclusão da Operação, a alavancagem da Raízen, medida pelo  índice Dívida  Líquida/EBITDA,  será preservada.  Adicionalmente, haverá  emissão  de  1,4999%  em  ações  resgatáveis, por  um  valor  simbólico,  e  uma estrutura de Earn-out, com objetivo de dividir eventuais variações no preço de açúcar e etanol”, informa.

3R Petroleum (RRRP3) pretende fazer novas aquisições e oferta de ações

A 3R Petroleum (RRRP3) tem planos para uma nova oferta (followon). De acordo com o CEO da petroleira, Ricardo Savini, vender fatia adicional das ações da empresa será um caminho natural para sustentar o crescimento da 3R – que fez seis aquisições de campos maduros e busca novos negócios.

A 3R é, hoje, a mais ativa nos desinvestimentos de campos maduros da Petrobras. Na semana passada, a empresa assinou contrato de US$ 55 milhões (em parceria com a DBO) para compra do polo de gás natural de Peroá/Cangoá.

De acordo com o executivo, as seis aquisições estavam no horizonte, no momento da abertura de capital em novembro. A operação visava a reforçar o caixa, para financiar investimentos no polo Macau (RN), o único ativo
operacional da empresa, e pagar a Petrobras pelas aquisições que haviam sido anunciadas antes do IPO e aquelas cujas negociações estavam em curso, mas ainda não haviam se concretizado.

Por fim, Savini disse que novas aquisições, a partir de agora, exigirão uma oferta subsequente.

BTG (BPAC11): controlada adquire 14 colégios

A controlada do BTG, Inspira Rede de Educadores, comprou no ano passado 14 colégios que demandaram investimentos de R$ 200 milhões.

Há ainda outros R$ 150 milhões para novas aquisições, em especial, em Pernambuco, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. As informações são do Valor.

Os recursos vieram do aporte de R$ 350 milhões que o BTG fez na holding de colégios. A Inspira é dona de 21
escolas, que juntas têm 54 unidades e 31 mil alunos em 13 Estados. Entre elas, estão o João Paulo I, em Porto Alegre,
o Stella Maris, de Curitiba, e o Universitário, de Londrina (PR), entre outras.

A Inspira está entre os quatro maiores grupos de colégios privados do país, atrás de SEB, Eleva e Saber. Esse posto
foi conquistado no ano passado com a série de aquisições.