A joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, a Raízen concluíram nesta segunda-feira (8) as negociações para a aquisição da Biosev (BSEV3). O acordo foi fechado por meio de troca de ações e dinheiro.
Segundo comunicado emitido pela Raíze, a companhia celebrou um contrato de aquisição com a Biosev e a Hédera Investimentos e Participações, na qualidade de acionista controladora da Biosev. De acordo com o contrato, Raízen concordou em, sujeito aos termos e condições nele estabelecidos, adquirir até 100% das ações de emissão da Biosev.
“Trata-se de uma combinação de negócios envolvendo uma troca de ações, com emissão de 3,5% de ações preferenciais da Raízen e um valor pago em dinheiro (R$ 3,6 bilhões) para refinanciamento da dívida da Hédera de forma eficiente. Desta forma, após a conclusão da Operação, a alavancagem da Raízen, medida pelo índice Dívida Líquida/EBITDA, será preservada. Adicionalmente, haverá emissão de 1,4999% em ações resgatáveis, por um valor simbólico, e uma estrutura de Earn-out, com objetivo de dividir eventuais variações no preço de açúcar e etanol”, informa.
3R Petroleum (RRRP3) pretende fazer novas aquisições e oferta de ações
A 3R Petroleum (RRRP3) tem planos para uma nova oferta (followon). De acordo com o CEO da petroleira, Ricardo Savini, vender fatia adicional das ações da empresa será um caminho natural para sustentar o crescimento da 3R – que fez seis aquisições de campos maduros e busca novos negócios.
A 3R é, hoje, a mais ativa nos desinvestimentos de campos maduros da Petrobras. Na semana passada, a empresa assinou contrato de US$ 55 milhões (em parceria com a DBO) para compra do polo de gás natural de Peroá/Cangoá.
De acordo com o executivo, as seis aquisições estavam no horizonte, no momento da abertura de capital em novembro. A operação visava a reforçar o caixa, para financiar investimentos no polo Macau (RN), o único ativo
operacional da empresa, e pagar a Petrobras pelas aquisições que haviam sido anunciadas antes do IPO e aquelas cujas negociações estavam em curso, mas ainda não haviam se concretizado.
Por fim, Savini disse que novas aquisições, a partir de agora, exigirão uma oferta subsequente.
BTG (BPAC11): controlada adquire 14 colégios
A controlada do BTG, Inspira Rede de Educadores, comprou no ano passado 14 colégios que demandaram investimentos de R$ 200 milhões.
Há ainda outros R$ 150 milhões para novas aquisições, em especial, em Pernambuco, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. As informações são do Valor.
Os recursos vieram do aporte de R$ 350 milhões que o BTG fez na holding de colégios. A Inspira é dona de 21
escolas, que juntas têm 54 unidades e 31 mil alunos em 13 Estados. Entre elas, estão o João Paulo I, em Porto Alegre,
o Stella Maris, de Curitiba, e o Universitário, de Londrina (PR), entre outras.
A Inspira está entre os quatro maiores grupos de colégios privados do país, atrás de SEB, Eleva e Saber. Esse posto
foi conquistado no ano passado com a série de aquisições.