Cosan (CSAN3): Compass define faixa indicativa de preço

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Cosan

A controlada da Cosan (CSAN3), Compass definiu a faixa indicativa de preço da oferta entre R$25,50 e R$31,50, conforme prospecto divulgado nesta terça-feira (8).

No documento, a companhia poderia movimentar R$ 3,2 bilhões com oferta sem o lote adicional, considerando o preço médio de R$ 28,50.

Mas, com a colocação do lote adicional, a Compass movimentaria cerca de R$ 4,4 bilhões.

Conforme a empresa, os recursos captados na oferta primária serão direcionados para reforço de capital e fusões e aquisições.

Os coordenadores da oferta são Itaú BBA, Santander, Morgan Stanley, BTG Pactual, Bradesco BBI, Citigroup, BB Investimento, UBS, Safra e a XP.

Compass

A Compass foi criada para gerir o negócio de gás da Cosan, em infraestrutura, distribuição, geração e comercialização do combustível.

“Nosso trabalho inclui um percurso que começa em alto mar e vai até o dia a dia dos brasileiros”, diz a Compass.

É uma empresa estratégica, já que o gás natural responde hoje por 10% da matriz energética nacional.

Mas, a ampliação dessa participação só será possível com investimentos em mais rotas de escoamento que tragam o insumo dos campos do pré-sal para o continente.

E acrescenta: “complementarmente, existem oportunidades de investimento em terminais de regaseificação do GNL (gás natural liquefeito), que é importado das principais regiões produtoras do mundo e transportado em navios”.

A Cosan, através da Compass, é controladora da Comgás, a maior companhia de gás encanado do Brasil.

Compass operacional

A receita líquida atingiu R$ 4,035 bilhões nos seis meses findo em 30 de junho de 2020 e R$ 4,398 bilhões em igual período de 2019.

O Ebtida alcançou R$ 1,043 bilhão no primeiro semestre deste ano, ante R$ 1,119 bilhão no primeiro semestre de 2019.

A dívida líquida encerrou o primeiro semestre em R$ 3,309 bilhões. Enquanto no final de junho de 2019 era de R$ 1,041 bilhão.