Corte de juros nos EUA impacta mercado brasileiro

Em momentos de crise e tensão, o dinheiro do mundo costuma migrar para os ativos de menor risco. Geralmente os títulos do tesouro americano são os mais procurados. Porém, quando o presidente do FED sinaliza queda de taxas de juros, outros movimentos podem ocorrer.

Paulo Filipe de Souza
Eu Quero InvestirColaborador do
Juros

Crédito: annoon028 / Freepik

Em Julho deste ano, o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (FED) fez um corte na taxa de juros. Uma redução na taxa de 0,25%. O primeiro corte anunciado desde a crise que os EUA enfrentaram em 2008.

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Além disso, a baixa na taxa de juros coloca mais dólares no mercado. Isso causa uma redução no câmbio no mundo inteiro. O que é de alto interesse do governo americano. Hoje, o dólar se tornou muito mais forte que outras moedas estrangeiras.

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Normalmente, quando há uma redução nas taxas de juros, acontece um aumento no consumo. Isto é, a economia gira mais rápido. Por exemplo, com a redução dos juros, as pessoas podem comprar mais bens duráveis com taxas menores, financiamentos de imóveis se tornam mais baratos e empresas podem fazer empréstimos com mais facilidade e com melhores ofertas.

Mas a redução nos juros impacta também o mercado financeiro. O mercado de ações se favorece com uma nova redução dos juros. Isso porque torna as ações das empresas muito mais lucrativas do que os títulos.

Além disso, países emergentes como o Brasil, podem receber parte desse dinheiro que circula pelo mundo. As taxas de juros mais baixas, como nos EUA, favorecem a entrada de investimentos em outros países.

Impactos da taxa de juros

Os títulos públicos têm como base a taxa de juros. Uma redução, torna os títulos menos interessantes para os investidores. Além disso, a baixa na taxação impacta a economia em outros aspectos.

Por exemplo, a supervalorização do dólar pode ser prejudicial para economia dos EUA. Isso porque um câmbio muito elevado pode diminuir as exportações. Por exemplo, quanto maior for a diferença de câmbio, menos competitiva se torna a economia americana.

Vamos supor que o dólar atinja uma cotação de 7 reais. Empresas que importam mercadoria, serviços ou bens dos EUA teriam que procurar outro fornecedor que pudesse vender o mesmo produto mais barato. Por isso, o interesse na redução da taxa de juros.

Taxa de juros X Guerra comercial

Uma diminuição do câmbio, enfraquece a China na briga por espaço no mercado. Quanto mais alta a cotação do dólar, menos espaço as empresas dos Estados Unidos possuem no mercado de exportação.

Para aumentar a competitividade do país e reduzir as chances de uma crise nas exportações, Donald Trump tem pressionado por uma nova redução nas taxas de juros.

No final de semana, o presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Federal Reserve) e bateu, novamente, na tecla dos cortes.

As críticas vieram após o anúncio de cortes nas taxas de juros de empréstimos por bancos chineses. Na sexta-feira, a China anunciou empréstimos para empresas pequenas e do setor privado com taxas de juros menores.

O FED deve cortar os juros?

O presidente do Federal Reserve afirmou que fará o necessário para apoiar a economia dos Estados Unidos e que pretendem anunciar novos estímulos para economia.

O comitê do Fed (FED), responsável por autorizar um corte na taxa de juros, tem reunião para o dia 18 de setembro. Até lá, o mercado financeiro não deve fazer grandes movimentos e aguardar. Um corte na taxa de juros pode favorecer uma série de investimentos.

Por isso, é importante acompanhar os novos desdobramentos. Se confirmado os cortes, o dólar já deve dar sinais queda. Na sexta-feira, a moeda já deu alguns sinais e fechou em redução após os primeiros sinais de um corte.

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