Coronavírus: três laboratórios prometem vacina para o 2º semestre desse ano

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

Crédito: Reprodução / SPDM

O laboratório suíço Saiba Biotech e a americana Pfizer estão com os testes clínicos de vacina contra o coronavírus em estágio avançado e ambas prometem um primeiro lote para o segundo semestre.

Ao jornal Valor Econômico, o cientista Martin Bachmann, da suíça Saiba Biotech, disse que espera ter “vacinas suficientes até outubro para imunizar a maioria da população suíça”. Ainda de acordo com reportagem do Valor, a pesquisa do laboratório suíço envolve 50 pesquisadores e US$ 103 milhões de investimentos.

O teste da vacina já teve resultados positivos com a testagem em ratos e aguarda autorização governamental para ser testada em humanos.

Por sua vez, a Pfizer informou que pode ter uma vacina pronta para uso emergencial no outono do Hemisfério Norte. Também aguarda aprovação dos testes de segurança.

Oxford

De acordo com reportagem do Estadão, pesquisadores do Jenner Institute, da Universidade de Oxford, estão na dianteira no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Isso se dá porque os cientistas do referido laboratório começaram mais rapidamente os trabalhos em uma vacina que já havia sido testada anteriormente – inclusive contra um coronavírus inicial.

Por conta disso, os pesquisadores do Jenner Institute saíram na dianteira e marcaram testes com a nova vacina em mais de 6 mil pessoas até o fim de maio. A esperança do grupo é provar que, além de segura, a medicação é eficaz.

Além disso, os pesquisadores da Oxford afirmaram que, caso as autoridades concedam uma aprovação de emergência, o primeiro lote de vacina pode estar disponível até setembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há, neste momento, mais de 100 pesquisas em torno do desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Os principais estudos estão nos EUA, Reino Unido, China, Coreia do Sul e Alemanha.