Coronavírus: setores têm ações em alta em meio à crise

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
1

Crédito: Pexels/Pixabay

Apesar de a crise causada pela pandemia do coronavírus ter atingido diversos setores e causado instabilidade em todo o mundo, alguns segmentos conseguiram se esquivar dos índices negativos. De acordo com o E-Investidor, analistas indicam que energia, farmacêutico, alimentício e telecomunicação são os setores mais consistentes, neste momento, na B3.

Segundo o estrategista chefe de ações do Bradesco BBI, André Carvalho, apontou ao o E-Investidor, esses campos representam os serviços mais consumidos. São empresas com produtos muito utilizados durante essa crise e a alta demanda por seus produtos a tornam muito mais resistentes.”

Dentre as companhias do setor alimentício, por exemplo, o Carrefour (CRFB3) é uma rede em destaque. “Em março, as vendas da empresa aumentaram cerca de 20%, o que é muito difícil para qualquer companhia nesse momento”, explicou Carvalho.

Assim como as restrições quanto ao convívio social, como medida de combate ao coronavírus, beneficiaram o setor de telecomunicação. Ainda segundo o E-Investidor, o economista da Messem Investimentos, Gustavo Berdotti, indicou que esse fluxo ocorreu graças à migração para o home office.

“As ações da Vivo chegaram a operar em alta de 9,15% e a Tim subiu para 9% na quinta-feira (19). É um cenário inverso ao apresentado pela maioria das outras empresas”, disse Berdotti. Aliás, para ele, o contrato do ouro está entre as opções mais estáveis nesse período. “Desde janeiro, o ouro teve uma valorização de 19%.”

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Porém, o economista também avalia a necessidade de cautela e planejamento do investidor em meio à pandemia de coronavírus. “Foi um movimento que ninguém previa e a volta pode ser muito rápida também. Então, tem que se planejar, saber quais riscos você está disposto a correr e comprar ações de boas empresas que vão estar forte a longo prazo”, avaliou Berdotti.

Investimentos durante o coronavírus

Além disso, o E-Investidor também conversou com o CEO da Real Valor, Eduardo Belloti, sobre as Brazilian Depositary Receipts (BDR). Pois as BDR estão com performance positiva, principalmente após a alta do dólar devido ao coronavírus. Uma vez que são certificados que reproduzem o valor mobiliário de empresas abertas internacionais.

“Investir em BDR é uma luta constante entre a cotação da ação e a flutuação do dólar. Então, as ações gringas que caíram pouco tiveram BDRs que valorizaram nesse período”, afirmou Belloti.

Assim, Belloti considerou natural a subida de empresas do ramo de entretenimento, como a Netflix (NFLX34) e a Blizzard (ATVI34). Já que são serviços mais buscados por usuários durante o período de quarentena. “Embora as ações tenham caído lá fora, os BDRs delas subiram um pouco aqui, enquanto o Ibovespa despencou”, esclareceu.

Entretanto, o estrategista chefe de ações do Bradesco BBI, André Carvalho, disse ao E-Investidor que as BDRs não são positivas a longo prazo. Apesar de estarem com bom desempenho agora. “Essa é uma crise deflacionária, então o câmbio deve apreciar em termos nominais. Com essa perspectiva, olhando para um horizonte de longo prazo, eu certamente priorizaria os investimentos em reais.”


Aproveite as oportunidades e aumente a rentabilidade dos seus investimentos.

Preencha seus dados abaixo e conte com especialistas para ajudar.

Se preferir, ligue direto para 4007-2374