Coronavírus: registros da doença sob suspeita; Alibaba tem operações comprometidas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Agência Brasil

As últimas atualizações quanto ao coronavírus registram 59,8 mil casos e 1,3 mil mortes. No entanto, esta sexta-feira é marcada por desconfianças quanto aos registros da doença e anúncios de prejuízos devido ao surto.

Registros questionáveis

O presidente da China, Xi Jinping, pediu ao Partido Comunista que conserte as brechas e as fraquezas expostas nos dois últimos dias relacionadas aos registros de casos da doença.

Na quinta-feira, 13, foi constatada contagem dupla na província de Hubei. Na quarta, 12, a localidade já havia causado pânico ao anunciar que também registraria casos clínicos diagnosticados.

Casa Branca não confia nos dados chineses

“A Casa Branca não tem muita confiança nas informações que saem da China”, afirmou uma autoridade do governo americano à CNBC.

Alibaba

A gigante do comércio eletrônico reportou prejuízos com o coronavírus. “Para nossos negócios de comércio eletrônico, o atraso no retorno dos funcionários ao trabalho após o feriado do Ano Novo Lunar está impedindo os comerciantes e as empresas de logística de retomar as operações”, disse o CEO Daniel Zhang, de acordo com reportagem da CNBC.

A diretora financeira Maggie Wu disse que era muito cedo para quantificar o impacto do coronavírus na empresa. A Alibaba registrou um aumento de 38% em 2019, de acordo com resultado do terceiro trimestre. De 2017 para 2018, o aumento foi de 41%.

Cingapura em recessão

Em Cingapura, o primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, afirmou que o impacto econômico do coronavírus na economia do país já havia excedido o da Síndrome Respiratória Aguda (Sars) de 2003. Segundo ele, é possível que Cingapura entre em recessão.

US$ 11,5 bi para conter a epidemia

Segundo o Global Times, o Ministério das Finanças da China destinou 80,5 bilhões de yuans (US$ 11,54 bilhões) para prevenção e controle de epidemias em todos os níveis do governo. As despesas com o vírus já atingem 41 bilhões de yuans.

Profissionais de saúde infectados

A China confirmou que seis profissionais de saúde morreram e que 1.716 profissionais de saúde no país foram infectados com o coronavírus. É a primeira vez que a China publica números especificamente relacionados ao pessoal médico infectado.

Queda na venda de autos na China

A Reuters divulgou que as vendas de automóveis na China devem cair mais de 10% nos primeiros seis meses do ano devido ao surto.