Coronavírus provoca queda na produção das indústrias e na confiança empresarial, diz CNI

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / CNI

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou os resultados de um levantamento realizado com 1.740 empresas entre os dias 1 e 14 de abril sobre os efeitos do coronavírus no setor.

De acordo com o relatório divulgado em seu site oficial, a pandemia provocou queda recorde no ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) no mês de abril, quando caiu para 34,5 pontos, e alcançando a maior marca histórica em maio, pulando para 34,7.

Segundo a metodologia adotada pela CNI, com escala que vai de 0 a 100 pontos, qualquer resultado abaixo dos 50 pontos é considerado negativo.

O cenário atual, diz a publicação, “mostra a falta de confiança do empresário devido a forte contração da atividade e a elevada incerteza em razão da pandemia do coronavírus”.

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Indústrias em queda ou paradas

A CNI divulgou também que 76% das indústrias pesquisadas revelaram ter reduzido ou paralisado suas produções em virtude da pandemia de coronavírus.

O maior índice está na queda de faturamento (70%), seguido por dificuldade em manter os pagamentos (59%), inadimplência dos clientes (45%) e cancelamento de compras por parte dos clientes (44%).

Não-essenciais sofrem mais

A queda no faturamento das empresas está afetando diretamente os setores considerados não-essenciais durante a pandemia, ou seja, os que não estão ligados, por exemplo, à alimentação.

De acordo com o levantamento da CNI, os mais afetados desde o início do surto de coronavírus no Brasil estão ligados à áreas “dispensáveis”, ou que podem ser colocadas momentaneamente em segundo plano.

Entre os setores mais afetados pela queda estão, pela ordem, vestuário (82%), calçados (79%), móveis (76%), impressão e reprodução (65%) e têxteis (60%).

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Home office e demissões

A pesquisa também possibilitou às empresas consultadas informar como agiram em relação aos funcionários, e as respostas tiveram dois pontos em destaque.

De acordo com 95% das empresas, algo precisou ser feito para conter custos, seja com demissões ou com a colocação dos empregados em sistema home office.

O relatório apontou que 61% das empresas optou por mandar parte dos funcionários trabalhar em casa, enquanto 50% concedeu férias antecipadas para parte do corpo de empregados e 49% tiveram de afastar alguém por apresentar sintomas do coronavírus.

A pesquisa da CNI apontou ainda que pelo menos 15% das empresas ouvidas também tiveram que demitir parte dos funcionários por causa da crise.

Panorama esperado

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, os resultados estão dentro do esperado se o cenário da pandemia for usado como tema principal.

“A pesquisa sinaliza como a indústria estará pós-pandemia. Nós já imaginávamos que o setor industrial sofreria bastante, pois já estava debilitado e iniciando sua recuperação quando fomos pegos de surpresa por essa crise”, pontuou.

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