Coronavírus: paralisa operações de M&A no Brasil e no mundo

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Em tempos que a incerteza reina, compradores e vendedores estão mais cautelosos. Isto pode ser observado, na paralisação ou até mesmo no cancelamento de operações de fusões e aquisições (M&A) tanto no Brasil como no mundo, conforme informou a reportagem do jornal Valor.

Grandes empresas como a Petrobras (PETR4 PETR3) e a Oi (OIBR4) já ampliaram o prazo para conclusão das transações. Em outros casos, os acordos foram suspensos, como Outback Brasil, Laureate, entre outras operações.

Tudo isso, é provocado pelos impactos da pandemia de coronavírus na economia mundial.

De acordo com a consultoria Alvarez & Marsal, esse mercado deve registrar queda global de quase 60%, de US$ 2,4 trilhões em 2019 para pouco menos de US$ 1 trilhão neste ano. No país, o recuo médio deve ser de 64% em relação aos R$ 26 bilhões transacionados em 2019.

Segundo o jornal Valor, com as empresas concentradas em proteger o caixa e sua cadeia de suprimentos, as operações tornam-se secundárias. Ou seja, pode levar semanas ou meses para serem resolvidas dependendo do nível de negociação.

“As conversas ainda não assinadas e em fase inicial de diligência tendem a escorregar com mais facilidade, enquanto a empresa que já assinou um contrato após diligência mas ainda não fechou pode demandar renegociação de prazo”, afirmou ao Valor, Daniel Carneiro, sócio do escritório de advocacia DC Associados.

Operações de M&A possuem custos elevados e alto índice complexidade. Por isso, acabam sendo deixadas de lado, no atual cenário. Apenas operações necessárias para sobrevivência das empresas devem ser realizadas no curto prazo.

LEIA MAIS

BC avalia momento certo para os juros

Banco Mundial estima retração de 5% no PIB do Brasil em 2020