Coronavírus: país chega a 1.532 mortes e 25.262 casos confirmados

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Ministério da Saúde

O Brasil teve 204 novos óbitos por conta da Covid-19 nas últimas 24 horas e já chegou a 1.532 vítimas por coronavírus segundo o Ministério da Saúde.

Foi a primeira vez que o país registrou mais de 200 mortes em um período de 24 horas. A taxa de letalidade alcançou 6,1%.

O mais recente balanço divulgado pela pasta comandada pelo ministro Henrique Mandetta apontou um aumento de 15% nos óbitos em relação à segunda-feira e de 8% nos casos confirmados, agora em 25.262.

São Paulo segue como o Estado mais afetado pela Covid-19, com 9.371 pacientes infectados e 695 mortes. O estado é seguido por Rio de Janeiro (224), Pernambuco (115), Ceará (107) e Amazonas (90).

Segundo o relatório do Ministério da Saúde, em apenas 7 dias o total de mortes já subiu 91%.

A taxa de letalidade do país está em 6,1%, maior do que a registrada ontem (13), quando o índice foi de 5,7%.

O Acre, último Estado a ter um óbito confirmado pela Covid-19, atualmente apresenta 99 casos e quatro mortes, uma a mais do que Alagoas, que tem 72 pacientes confirmados com a Covid-19.

Até o momento, o único dos Estados brasileiros a seguir sem mortes causadas pelo coronavírus é Tocantins. O Estado da Região Norte tem 26 pacientes com a Covid-19 até o fechamento do boletim desta terça-feira.

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Outros estados

Também foram registradas mortes no Paraná (36), Maranhão (32), Minas Gerais (27), Santa Catarina (26), Bahia (22), Pará (19), Rio Grande do Norte (18), Rio Grande do Sul (18), Distrito Federal (17), Espírito Santo (17), Paraíba (16), Goiás (15), Piauí (8), Amapá (6), Sergipe (4), Mato Grosso do Sul (4), Alagoas (4), Mato Grosso (4), Acre (3), e Roraima (3) Rondônia (2). Tocantins é o único estado onde ainda não houve morte.

Já o número de casos somou 25.262, o que representa um crescimento de 8% em relação a ontem (13), quando o balanço do Ministério da Saúde registrou 23.430.

No comparativo com domingo (12), quando foram identificados 22.169 pessoas infectadas, o aumento significou 14%.

Mandetta reaparece, mas evita polêmica

Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, apareceu pela primeira vez para dar entrevista após ter falado com exclusividade ao Fantástico, da Rede Globo, e criticado, nas entrelinhas, o presidente Jair Bolsonaro.

A entrevista de Mandetta ao programa global no último domingo irritou a ala militar do governo e o colocou mais uma vez na corda bamba, com risco de demissão.

Ao ser abordado sobre o tema e se, ao dar entrevista defendendo o isolamento social (e contrariando Bolsonaro), estaria forçando ser demitido, Mandetta saiu pela tangente.

“Não vejo nesse sentido (de forçar demissão). Foi mais uma questão relacionada à comunicação. Nada além disso daí”, minimizou.

Isolamento social

Mandetta voltou a reforçar a importância do isolamento social para prevenir a expansão do coronavírus e elogiou o comportamento da maior parte da população nas últimas semanas.

“O Ministério da Saúde trabalha anotando a história natural dessa doença. Estamos colhendo fruto de um esforço muito duro. É natural que tenhamos uma visão muito atenta de suas pastas. Estamos passando por uma situação de estresse coletivo, e o ministério também. É uma situação que o planeta Terra inteiro está passando e ficará escrito nos livros de História para o resto da vida como algo dramático. Estamos trabalhando com muita garra”, discursou.

Segundo Mandetta, os cálculos sobre quando ocorrerá o pico da doença no Brasil voltaram a ter alterações e, agora, apontam para o período entre 19 de maio e 27 de agosto.

Isso não significa, no entanto, que a partir desta data a situação ficará tranquila.

“Só teremos uma situação melhor na hora em que a ciência falar que temos uma vacina”, concluiu.

Número de hospitalizações

As hospitalizações por covid-19 totalizaram 4.926.

No entanto, há 31.605 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em investigação, dependendo de testes para averiguar se são casos de infecção por novo coronavírus ou não.

No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186).

Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), e entram na categoria de “emergência”, de acordo com a escala do ministério.

As regiões com maior incidência foram identificadas em Fortaleza (608,2), São Paulo (523), Manaus e Entorno (436,7), área central, no Amapá, (369) e Rio Negro e Solimões (325,6).

*com Agência Brasil

 

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