Coronavírus: Ministério da Saúde confirma mais R$ 4 bi para Estados e municípios

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

O Ministério da Saúde destinou mais R$ 4 bilhões aos Estados e municípios brasileiros para auxiliar nas medidas de contenção ao coronavírus.

De acordo com informações da Agência Brasil, o valor corresponde a uma parcela mensal extra do que cada Estado ou município já recebe para ações de média e alta complexidade ou atenção primária.

Esse montante é um adicional ao que já recebem para custeio de ações e serviços relacionados à saúde.

O dinheiro liberado pelo Ministério da Saúde pode ser utilizado para compra de materiais e insumos, abrir novos leitos e custear profissionais.

Quem confirmou  a injeção dos fundos para Estados e municípios foi o ministro Henrique Mandetta, em mensagem postada nas redes sociais.

“A gente acha que, com isso, eles [os gestores de saúde] podem adquirir os equipamentos de proteção individual (EPIs) que a gente começa a trazer da China. Está começando o mercado chinês a se organizar, estamos conseguindo trazer”, comemorou.

Máscaras a caminho

Segundo Mandetta, 40 milhões de máscaras vindas da China deverão chegar ao Brasil já na próxima terça-feira, dia 14. A ideia do Ministério da Saúde é completar a compra de 240 milhões de máscaras com cargas de 40 milhões por semana.

“Com isso a gente pacifica o mercado brasileiro. E isso, doravante pacificado, a gente já repassa os recursos para que os estados e municípios comprem, a iniciativa privada já está comprando. O mercado está começando a se normalizar, o de EPIs”.

Em relação aos respiradores, Mandetta reafirmou o acordo fechado com a indústria nacional no decorrer da semana para aumentar de 800 para 15 mil a produção de aparelhos mecânicos nos próximos 90 dias.

Isolamento social

Alheio ao novo passeio do presidente Jair Bolsonaro, que nesta sexta-feira foi às ruas de Brasília, cumprimentou apoiadores e logo depois coçou o nariz, Mandetta voltou a reforçar a necessidade das medidas de isolamento para conter o coronavírus.

“Hoje eu vi que o pessoal começou a andar mais, vamos pagar esse preço ali na frente. Esse vírus adora aglomeração, adora contato, adora que as pessoas achem que ele é inofensivo. E aí, as cidades podem pegar a transmissão sustentada [ou comunitária]”.

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De acordo com Mandetta, na próxima semana “vamos colher os frutos da difícil redução da mobilidade social”, determinada por Estados e municípios nas últimas duas semanas.

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