Coronavírus vai levar meio bilhão de pessoas para a pobreza no mundo

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Wikimedia Commons

Um novo relatório divulgado pela Oxfam alerta que a crise econômica devido ao coronavírus vai levar 500 milhões de pessoa a pobreza. O relatório “Dignidade, não Indigência” foi publicado na quinta-feira (09). As informações são da Oxfam. De acordo com o relatório, ações urgentes precisam ser tomadas para ajudar os países em desenvolvimento para que esse número diminua.

O relatório utiliza estimativas elaboradas pelas organizações: United Nations University World Institute for Development Economics Research (UNU-WIDER); pesquisadores do King’s College London; e pesquisadores da Australian National University.

O recomendado pela Oxfam, é de que os líderes mundiais aprovem na próxima reunião do G20 um Plano Emergencial de Resgate Econômico Para Todos. Em que iriam impedir aos países e comunidades pobres que se afundem ainda mais, diante da situação do coronavírus. Junto ao G20, a confederação ressalta o auxílio do Banco Mundial e do FMI.

Segundo o relatório da Oxfam, entre 6% a 8% da população global poderá entrar na pobreza. Isso significa que cerca de 500 milhões de pessoas poderão vir a sofrer futuramente. Conforme seus governos fechem suas economias, para impedir que o Covid-19 se espalhe ainda mais. 

Devido a essa situação, haverá um retrocesso de uma década na luta contra a pobreza. Principalmente em regiões como a África subsaariana, norte da África e Oriente Médio.

Expectativas da crise do coronavírus no Brasil

As desigualdades existentes vão ditar o tamanho do impacto econômico na crise do coronavírus. O Brasil tem atualmente cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada. Além de 12 milhões de desempregados.

A estimativa é de que com a crise provocada pelo coronavírus, seja adicionado mais 2,5 milhões de pessoas ao desemprego, segundo analistas.

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil comentou sobre essa possível situação: “O coronavírus coloca o Brasil diante de uma dura e cruel realidade ao combinar piores indicadores sociais. Em um mesmo local e na mesma hora. E é nesse momento que o Estado tem um papel fundamental para reduzir esse impacto, e cumprir sua responsabilidade constitucional. Tanto na redução da pobreza e das desigualdades como na garantia à vida da população”.

Mesmo com a Renda Básica Emergencial de R$ 600, aprovada pelo governo, em comparação ao relatório essa é ainda uma ação mínima para o impacto futuro.

“Os governos precisam aprender as lições da crise financeira de 2008, quando a ajuda a bancos e corporações foram pagas pelas pessoas comuns. Elas perderam seus empregos, tiveram seus salários achatados e serviços essenciais como os de saúde sofreram profundos cortes de financiamento. Os pacotes econômicos de estímulo têm que apoiar trabalhadores e pequenos negócios. […]”, afirma Katia Maia.

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