Coronavírus infectará 50% das pessoas no globo, dizem analistas

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Kian Chang/Unsplash

De acordo com os analistas da Economist Intelligence Unit (EIU), o novo coronavírus infectará metade das pessoas no mundo, informou a CNBC. A análise também prevê uma taxa de mortalidade de até 3%. Ou seja, uma perspectiva ainda maior sobre os óbitos do que os apresentados por um estudo chinês, no mês passado, que apontava 2,3%.

Em nota à rede de notícias, a EIU afirma que o coronavírus “infectará cerca de 50% da população mundial”. Dentre esses, “20% dos casos serão graves e entre 1 a 3% resultarão em mortes”.

“As taxas de mortalidade dependerão da capacidade dos países de detectar, rastrear e conter efetivamente a epidemia”, informaram os analistas. “As taxas de mortalidade serão maiores em países com sistemas de saúde deficientes – na África Subsaariana, por exemplo.”

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Por outro lado, a previsão da EIU para o crescimento econômico mundial fica na casa de 1%, em 2020. Segundo os analistas, essa pode ser a menor taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) do planeta, desde a crise financeira mundial. Antes do surto de coronavírus, a perspectiva era maior, de 2,3%.

Coronavírus pelo mundo

Dados da universidade americana Johns Hopkins, atualizados pelo G1, mostram que mais de 220 mil pessoas no mundo já foram infectadas pelo coronavírus. Até a quinta-feira (19), as mortes ultrapassam 9.000 registros pelo globo. Já as recuperações, segundo dados da EIU, com divulgação da CNBC, somam mais de 82.000 casos.

Enquanto na Itália, o país mais afetado fora da Ásia, os casos confirmados por coronavírus chegaram a 35 mil. Além de mais de 3.400 mortes no país, até o dia 19, representando mais de 30% de todos os óbitos do mundo, conforme o G1.

Busca pela cura

Apesar de autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) terem dito, em fevereiro, para não supor como certa a sazonalidade do coronavírus, a EIU assim fez. Ainda em nota à CNBC, os analistas alertaram que o coronavírus “se tornará uma doença sazonal, com outro surto no inverno 2020/21”. Vale lembrar que é a referência são os países do norte, como os Estados Unidos e a Inglaterra, por exemplo. Onde o inverno acontece entre os meses de dezembro e março.

Entretanto, a EIU acrescentou que não espera a chegada de uma vacina ao mercado até, pelo menos, 2021. Nos Estados Unidos, foram iniciados testes de uma vacina contra a covid-19, na segunda-feira (16). Porém a expectativa é de que demore até um ano para que seja lançada.