Coronavírus: governo fecha contrato para produção nacional de respiradores

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/iStock

O fim da pandemia de coronavírus ainda está distante, mas o governo brasileiro conseguiu uma vitória: fechou contrato para a produção nacional de respiradores em grande escala.

Principal preocupação do Ministério da Saúde (junto com o temor por faltarem leitos em UTIs), os respiradores são essenciais para salvar a vida dos pacientes acometidos com a Covid-19 em estado mais grave.

De acordo com o Portal Uol, no entanto, parte do primeiro problema foi resolvida com a assinatura de um contrato na noite de terça-feira.

O contrato prevê uma força conjunta entre a Magnamed, responsável pelo projeto, e a Flextronics, montadora internacional que normalmente atende o mercado de telecomunicações e tecnologia.

Pelo acordo firmado, estão previstos 6.500 novos respiradores para o mercado brasileiro até agosto – 2.000 deles já neste primeiro mês de contrato.

Segundo a reportagem do Uol, os valores do contrato não foram revelados, mas cada respirador produzido deverá custar entre R$ 50 e R$ 60 mil aos cofres públicos.

USP e UFRJ desenvolvem modelos baratos

Duas das principais universidades federais do Brasil, a USP, de São Paulo, e a UFRJ, do Rio de Janeiro, também estão se empenhando para desenvolver respiradores capazes de ajudar na crise do coronavírus.

Segundo o Uol, os projetos são de baixíssimo custo, entre R$ 1.000 e R$ 2.000, para uso em caso de ausência de equipamento sofisticado.

A USP espera ter um modelo pronto e aprovado para fabricação dentro de três semanas, enquanto a UFRJ calcula que precisará de ao menos um mês para colocar um produto comercializável no mercado.

China, Suíça e Alemanha

De acordo com a reportagem do Uol, o fato de boa parte dos insumos para a produção dos respiradores vir da China não é motivo de preocupação.

“É só pagar que eles entregam”, simplificou uma fonte, citando ainda que países como Suíça e Alemanha também têm componentes importantes e são “fornecedores de longa data”.

Crises diplomáticas

Uma possível dependência da China era motivo de preocupação, principalmente por conta das recentes crises diplomáticas envolvendo o governo brasileiro e o asiático.

No começo da pandemia de coronavírus, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, acusou os chineses de serem “culpados” pela propagação da Covid-19 e esconderem informações sobre a doença.

Na semana passada, foi a vez do ministro da Educação, Abraham Weintraub, provocar uma saia-justa entre os dois governos ao insinuar que a China estaria “lucrando” com a pandemia de coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro precisou intervir em nome do filho e ligar pessoalmente para o presidente chinês para resolver a primeira crise, mas não se manifestou sobre a atitude de Weintraub.

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