Sem impacto do coronavírus, exportação de soja do Brasil deve saltar neste mês

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O mês de fevereiro possui potencial para superar os embarques registrados no mesmo período do ano passado. Informações da Reuters mostram que, estão planejados 7 milhões de toneladas para embarque. Segundo informações da agência marítima Cargonave, há mais de 110 navios agendados para exportar produtos do Brasil.

Conforme dados do governo, esses 110 navios vão permitir a superação das exportações do ano passado.  Em que foram, mais de 5 milhões de toneladas em fevereiro de 2019. Após o mês de janeiro ser fraco, algo esperado até retorno total das empresas, além de ser o mês do período de início da colheita. Agora, em fevereiro as exportações de soja têm o potencial de superar os embarques de fevereiro de 2019. Graças à medida que a colheita ganha força.

Grande parte dos embarques da soja, programados para fevereiro serão destinados a China.  Analistas consultados pela Reuters não veem por enquanto efeito do coronavírus na exportação. A China é o principal país comprador de soja do mundo.

Opiniões sobre a exportação para China

Daniele Siqueira, analista da consultoria AgRural, comenta sobre a situação da China em relação à exportação: “Sobre a China, é normal que seja o principal destino, já comprou lá atrás. Se eles vão cancelar por questões de coronavírus, não dá pra dizer, me parece que não. Não vemos grande prejuízo para a exportação neste começo de ano”.

A Reuters ouviu também outras opiniões, como a de Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercados. Segundo Roque, haverá alguns problemas nos portos chineses mas nada que cause grande impacto: “Ainda é muito cedo para falar que vai exportar menos por causa do coronavírus. Existem exageros de todos os lados, o que pode acontecer é os desembarques atrasarem um pouco. Temos de acompanhar”.

Sobre essa questão, também foi ouvida a opinião do diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes pela Reuters.  Segundo Mendes, por enquanto não é possível dizer como o coronavírus, pode influenciar as exportações, é muito cedo para isso.