Coronavírus deve adiar etapas de acordo EUA-China

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Crédito: Reprodução/iStock Photos

Devido ao surto de coronavírus, o acordo comercial EUA-China precisará de mais tempo para ter suas etapas implantadas. De acordo com o presidente do Comitê de Finanças do Senado dos EUA, o republicano Chuck Grassley, a medida se fará necessária diante da realidade chinesa.

Em entrevista à Reuters, Grassley disse que não vê pretensões chinesas de tentar “escapar” dos compromissos assumidos com Washington, apesar das dificuldades que enfrenta no momento. Entre os compromissos assumidos no acordo comercial, está o de a China aumentar consideravelmente as compras de produtos agrícolas, manufaturados, energia e serviços dos EUA.

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“Precisamos dar uma margem de manobra aos chineses. A economia desacelerou e o consumo caiu no país como resultado do surto de coronavírus”, ponderou.

Ele cogita alguns ajustes de calendário do acordo EUA-China, o que atrasaria o início das negociações da segunda fase.

A capacidade de consumo de US$ 200 bilhões em produtos norte-americanos pelos chineses já era questionada mesmo antes do coronavírus. Agora, com as interrupções generalizadas de trabalho, será muito difícil Pequim atingir as metas de compras.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu comunicado em que afirma que o crescimento econômico na China deve ser bem inferior aos 5,6% estimados anteriormente pelo fundo. Segundo o FMI, a China deve restaurar sua capacidade de produção para 90% em breve, mas uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) é dado como certo.

Entenda o acordo comercial EUA-China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, assinaram em janeiro a primeira fase do acordo comercial entre os dois países, pondo fim a anos de guerra comercial entre as duas potências.

Segundo o documento da fase um do acordo comercial EUA-China, os EUA aumentarão suas vendas para a China em US$ 200 bilhões, concentrados em produtos agrícolas, industriais, financeiros e tecnológicos, durante dois anos. Em troca, os EUA retirarão as sobretaxas sobre as importações chinesas, mas apenas após a conclusão da segunda fase.

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