Coronavírus: Crise reduz consumo de carne e “congela” frigoríficos brasileiros

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou que houve uma redução no consumo de carne no País durante a pandemia de coronavírus.

Segundo reportagem do Uol, as vendas no atacado e no varejo registraram queda na semana, principalmente nos chamados “cortes nobres”.

Além do aumento dos preços, incompatíveis com a queda na arroba do boi gordo acumulada entre 30 de março e 3 de abril, de aproximadamente 3,5%, outro fator pesa para essa redução.

Segundo a CNA, a quarentena imposta em boa parte dos Estados, obrigando bares, restaurantes e hotéis a restringir a circulação de pessoas, tem impacto crucial nesses números.

Frigoríficos “congelados”

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil confirmou também que já há 11 plantas frigoríficas em férias coletivas e paralisadas por todo o Brasil.

Nesta última semana, três dos maiores frigoríficos do Mato Grosso do Sul seguiram a tendência e também deram férias coletivas para todos os funcionários.

Flores, plantas e frutas

O consumo de flores, plantas ornamentais e frutas também sofreu um baque causado pela pandemia de coronavírus.

Segundo a CNA, a proibição de eventos e o fechamento das floricultoras, que não se enquadram em serviços essenciais, terá um impacto negativo de 90% no setor.

As frutas sofrerão um pouco menos, já que os supermercados permanecem autorizados a funcionar. As feiras livres também diminuirão a queda no setor de hortaliças, segundo o Uol.

Sem risco de desabastecimento

O ministério da Agricultura garante: não há risco de desabastecimento em supermercados durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

Segundo Tereza Cristina, chefe da pasta, há um plano traçado para garantir o abastecimento de alimentos, desde as fazendas até as gôndolas dos supermercados.

A produção e o transporte de alimentos estão entre as exceções da quarentena. Isso significa que se enquadram em serviços essenciais e não precisam (ou podem) parar durante o isolamento no combate à Covid-19.

“Temos que fazer com que a colheita saia da propriedade. Porque, se não colhermos agora, só no ano que vem”, comentou Tereza Cristina, à Folha de S.Paulo.

Segundo a ministra da Agricultura, os estoques dos supermercados têm autonomia para durar, no mínimo, 60 dias – prazo menor do que o previsto para o fim do surto de coronavírus.

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