Coronavírus: cientistas da Fiocruz testam droga contra HIV com sucesso

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou testes para ajudar no combate ao coronavírus, utilizando uma droga contra o HIV. O medicamento, chamado de atazanavir é utilizado no tratamento de pacientes com Aids, desde 2003 e acabou tendo sucesso no combate ao coronavírus. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com os pesquisadores, os testes com culturas de células reduzem em até 100 vezes a velocidade de replicação do vírus Sars-Cov-2, o coronavírus. Devido ao histórico do combate a Aids, o medicamento é potencialmente menos tóxico do que, por exemplo, a cloroquina. A qual também atua na multiplicação do vírus nas células.

Entretanto, a descoberta não faz com que o atazanavir possa ser empregado de forma imediata no tratamento às vítimas do Covid-19. Mas, indica que há bons resultados para ser testada em estudos maiores, de forma a poder futuramente combater o coronavírus. Em tese, o medicamento pode reduzir a inflamação generalizada, associada aos casos graves do coronavírus.

Os pesquisadores não possuem ainda o conhecimento de como o efeito contra a inflamação ocorre. Fazendo com que haja a redução na quantidade de vírus ou se o medicamento é mesmo um anti-inflamatório. De acordo com os pesquisadores, a primeira opção é considerada a mais provável.

Pesquisas sobre o atazanavir no combate ao coronavírus

A Fiocruz já iniciou testes com camundongos, segundo informações do líder do estudo, Thiago Moreno Souza do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS).  A droga atazanavir atua bloqueando a ação de uma enzima, a protease. A qual é essencial para que os vírus consigam  se multiplicar, dentro das células humanas.

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A cloroquina pode afetar o coração, olhos e neurônios, enquanto o atazanavir é utilizado nos pacientes com HIV sem efeitos de toxicidade conhecidos. “Com nosso estudo queremos chamar a atenção da comunidade científica de que há uma droga interessante para ser testada”, explica Souza.

Com a realização de mais estudos sobre o atazanavir, se houver a comprovação, a droga poderá ser usada em pacientes que desenvolveram pneumonia. Mas, que não estão na fase mais grave, quando ocorre a reação inflamatória generalizada. Pois, o atazanavir iria justamente impedir que esse processo pudesse ter início.