Covid-19: casos passam de 107 mil; mortes em 24 horas voltam a crescer

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Divulgação / Twitter / Ministério da Saúde

O ministério da Saúde corrigiu na noite desta segunda-feira (4) informação publicada à tarde e em 24 horas o Brasil contabilizou mais 296 óbitos em decorrência da Covid-19, doença referente ao novo coronavírus.

No primeiro balanço, o número divulgado era de 263 novos falecidos, o que seria o menor número desde 26 de abril, quando o país contou 189 falecimentos.

Com o acerto dos dados, o país volta a ver o número de falecidos em 24 horas crescer depois de 6 dias. Em 28 de abril, foram 474 óbitos em 24 horas. No dia seguinte, 449. Dia 30, 435. Maio começou com mais 428; depois, mais 421; para então chegar a novas 275 vítimas fatais. Agora, volta a subir.

Com essa correção nos dados, o país passa a ter 7.321 mortos. Na atualização da tarde de segunda-feira, eram 7.288 vítimas fatais da doença.

Ainda é um número bastante alto. Em termos mundiais, nas últimas 24 horas, ficou atrás apenas dos Estados Unidos (1.112, até o momento) e França (306).

O número de novos casos confirmados também foi alterado. No primeiro balanço divulgado, à tarde, foram mais 4.075, totalizando no país 105.222. Agora, com a correção, foram mais 6.633, o segundo maior desde o começo da crise, totalizando 107.780.

Nesse quesito, o país é o terceiro pior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (23.716, até aqui) e Rússia (10.581), as duas nações que mais testam em volume – os norte-americanos fizeram 7,34 milhões de testes e os russos, 4,3 milhões.

Brasil fora da aliança mundial contra o coronavírus

O jornalista Jamil Chade, do portal UOL, publicou nesta segunda-feira (4) que “o governo brasileiro ficou de fora de uma aliança mundial para dar uma resposta à pandemia e acelerar a produção de uma vacina”.

“Convocados pela UE (União Europeia) e pela ONU (Organização das Nações Unidas), governos de todo o mundo anunciaram doações de 7,4 bilhões de euros e o compromisso de agir de forma conjunta”.

A ampla aliança foi liderada pela França, Alemanha, Japão, Omã, Noruega, Canadá, Espanha, Reino Unido e Itália. Teve apoio da China, Jordânia, México, Austrália, África do Sul, Arábia Saudita, Mônaco, Turquia, Suíça, Israel, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Coreia do Sul, Suécia, Dinamarca, Luxemburgo, Hungria, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Bulgária, Bélgica, Malta, Áustria, Grécia, Irlanda, Portugal, Estônia, Croácia e Holanda, além do Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial e outras instituições, segundo o jornalista.

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Perguntando sobre a ausência do Brasil, o Itamaraty limitou-se ao silêncio. Já o ministério da Saúde disse que o Brasil iria participar de outras parcerias, sem especificar quais seriam essas.

Pesquisa do IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira (4) pesquisa sobre a evolução do coronavírus no Brasil.

A coleta de dados será por telefone, para evitar contato entre o pesquisador e o pesquisado. Será realizado um questionário amplo, de 40 perguntas, que deve durar até 15 minutos, e a pesquisa será feita durante toda a pandemia, tentando mapear o vírus no país.

São mais de 190 mil domicílios que devem responder à pesquisa. Alguns resultados devem sair semanalmente e outros devem ser divulgados mensalmente.

Fake news sobre cartórios

Estão circulando nas redes sociais publicações que distorcem dados de óbitos por Covid-19 registrados por cartórios. As notícias falsas procuram sustentar uma narrativa que estados e municípios estão notificando a mais o número de mortos pela doença.

Não se sabe a origem de tais mensagens, mas há grupos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que são contra o isolamento social, tentando menosprezar o alcance da pandemia.

O site de checagem de informações Aos Fatos mostra que “as informações contidas nas postagens não coincidem com as que constam na plataforma especial do Registro Civil, que reúne dados de declarações de óbitos relacionadas à Covid-19 registradas nos cartórios do país. Esse sistema também pode levar até 14 dias úteis para ser atualizado, o que impede comparações com os dados diários apresentados pelos governos e pelo Ministério da Saúde”.

“Para reforçar a suposição de que governos estaduais supernotificam o número de mortes por Covid-19”, denuncia o site, “um texto que circula nas redes sociais atribui informações falsas à plataforma que reúne dados de óbitos pela doença registrados em cartórios pelo Brasil. Segundo esse sistema, entre 1º de janeiro e 21 de abril de 2019, foram 105.065 mortos no país por pneumonia e insuficiência respiratória, não 4.600, como diz a peça de desinformação. No mesmo período de 2020, a ferramenta do Registro Civil exibe 106.012 óbitos por esses motivos, não 4.200 mortes. Os dados são da última atualização (16h do dia 4 de maio)”.

Um dos grande desafios durante a pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é combater a desinformação. As notícias falsas podem agravar a crise e fazer com que ela demore mais do que levaria para se extinguir.

Menos isolamento

Movimento em parques, locais de trabalho e transporte público volta a aumentar no Brasil, segundo mostra o Google.

Estudo da empresa norte-americana mostra “como a Covid-19 está afetando a movimentação de pessoas em mais de 130 países, e relata alta nas idas a parques, serviços no comércio, locais de trabalho e estações de metrô e ônibus”, reporta do portal de notícias G1.

A conclusão apontou que cafés, restaurantes e museus, por exemplo tiveram redução de 71% na primeira análise da empresa, e agora a redução é de 65%; Parques e praias saíram de uma redução de 70% na primeira análise para 61%; mercearias e farmácias tiveram redução de 35% no primeiro estudo e agora de 22%; estações de transporte público partira de uma redução de 62% em março para 54%; e locais de trabalho, de 34% para 23%.

O primeiro levantamento foi feito em 15 de março; o segundo, em 5 de abril; e o mais recente, em 26 de abril.

Situação do coronavírus nos estados brasileiros

São Paulo tem 32.187 casos confirmados do novo coronavírus, com 2.654 mortos. O Rio de Janeiro é outro estado que passou de 10 mil casos, com 11.721, e 1.065 falecidos.

O Ceará, no novo balanço do dia, também passou de 10 mil casos, chegando a 11.040 (tinha 8.501) e 712 mortes (tinha 691).

Pernambuco tem 8.863 casos e 691 mortes.

O Amazonas tem 7.242 testes positivos (tinha 7.313 no primeiro balanço do dia) e 584 vítimas fatais (tinha 585), enquanto o Maranhão chega a 4.227 e 249, e o Pará, a 4.125 casos e 330 mortes.

Bahia e Espírito Santo passaram de 3 mil casos. O primeiro tem 3.734 (tinha 3.708) e 141 mortes (tinha 134); e o segundo, 3.226 (tinha 3.162) e 122 óbitos (tinha 116).

Já Santa Catarina e Minas Gerais passaram de 2 mil casos confirmados, com 2.519 e 2.347, respectivamente. Os catarinenses contaram 52 mortos e os mineiros, 90.

Com mais de 1 mil casos, há o Distrito Federal (1.768 caso e 33 mortos), Amapá (1.733 e 49), Rio Grande do Sul (1.711 e 74), Paraná (1.562 e 94), Alagoas (1.538 e 72), Rio Grande do Norte (1.421 e 62) e Paraíba (1.219 e 79).

Os demais estados possuem: Goiás (861 e 30), Roraima (806 e 11), Piauí (784 e 28), Sergipe (772 e 17), Rondônia (756 e 25), Acre (733 e 28), Mato Grosso (344 e 13), Mato Grosso do Sul (274 e 10) e Tocantins (267 e 6).

A taxa de mortalidade no país caiu para 6,79% (era, no balanço divulgado à tarde, 6,93%). Ontem era de 6,95% e antes de ontem, 6,99%. No mundo, essa taxa é de 6,92%.

O ministério da Saúde ainda informa que 54.644 casos estão em acompanhamento, que 45.815 pacientes estão recuperados (43,54% do total de casos) e que há 1.427 óbitos em investigação.

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