Coronavírus: Brasil ultrapassa 200 mil casos confirmados e óbitos chegam a 14 mil

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Divulgação / Governo da Bahia

O Brasil volta a bater, nesta quinta (14), mais um recorde negativo nesta pandemia do novo coronavírus. Em 24 horas, foram notificados 13.944 novos casos de Covid-19, elevando o total a 202.918.

Ontem, havia sido o dia com mais casos notificados, 11.385. Também foram somados novos 844 óbitos, dando um total de 13.993 vítimas fatais da doença. Os dados são do ministério da Saúde, divulgados nesta quinta-feira (14).

Este foi o pior dia em casos confirmados e o segundo pior em óbitos contabilizados (dia 12 de maio, foram 881).

Mais atualizados, os dados das secretarias estaduais de saúde, entretanto, elevam esses números ainda mais. São 203.634 casos confirmados e 14.019 vítimas fatais em decorrência da Covid-19.

A taxa de mortalidade do Brasil está em 6,90%. Ontem, era 6,96%. No mundo, que ultrapassou hoje a marca do 300 mil mortos, chegando a 303 mil, em 4,52 milhões de infectados, a taxa está em 6,70%.

Os recuperados em todo o planeta são 1,7 milhões, o que representa 37,61%.

Já no Brasil, são 79.479 recuperados, ou 39,17% do total de casos. Há ainda 109.446 casos em acompanhamento, esperando resultados, e 2 mil óbitos em investigação.

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Teich e a cloroquina

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), quer mudar o protocolo de uso da cloroquina, independente da compreensão do ministro da Saúde, Nelson Teich.

Em videoconferência com empresários na tarde desta quinta-feira (14), o presidente foi direto: “votaram em mim para eu decidir e essa questão da cloroquina passa por mim. Está tudo bem com o ministro da Saúde, sem problema nenhum, acredito no trabalho dele. Mas essa questão da cloroquina vamos resolver. Não pode o protocolo de 31 de março agora, quando estava o ministro da saúde anterior, dizendo que só pode usar em caso grave… Não pode mudar o protocolo agora? Pode mudar e vai mudar”.

Para Bolsonaro, tem que prescrever cloroquina para todo caso inicial da doença. A ciência não defende essa prática.

O ministro concordava com o presidente no início, mas mudou de opinião no final de abril: “cloroquina hoje ainda é uma incerteza. Houve estudos iniciais que sugeriram benefícios, mas existem estudos hoje que falam o contrário”.

Esta semana, ainda tuitou “um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o ‘Termo de Consentimento’ antes de iniciar o uso da cloroquina”.

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Os secretários estaduais e municipais de saúde enxergam o ministro cada vez mais isolado na pasta. Bolsonaro nega que esteja “fritando” Teich, mas espera dele concordância com temas como a cloroquina e o isolamento “vertical”.

Profissionais de saúde infectados

O ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (14) os dados de profissionais da saúde infectados pelo novo coronavírus e os números são alarmantes: 31.790 testaram positivos e tiveram que ser afastados do serviço, estressando ainda mais as equipes que continuam atuantes.

Ainda há 114.301 casos suspeitos, em investigação. Todos esses estão afastados de suas funções. “Independente de casos confirmados ou não de Covid-19, todo profissional de saúde que apresentar sintomas precisa ser afastado do trabalho naquele período justamente para a gente observar, para se prevenir a transmissão intra-hospitalar”, informou o secretário substituto de vigilância em saúde da pasta, Eduardo Macário, em entrevista coletiva.

O ministério, entretanto, não informou quantos profissionais de saúde atuam em todo o país atualmente e nem se esses mais de 114 mil suspeitos fizeram testes, já que o número é superior aos 109.446 cidadãos em acompanhamento em todo o Brasil, aguardando resultado dos exames.

Goiás e DF em desentendimento

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB, foto), afirmou que vai proibir hospitais públicos do DF “de aceitarem a entrada de pacientes com Covid-19 vindos da região do Entorno. A norma deve ser formalizada em decreto, que ainda não foi publicado”, informa o portal de notícias G1.

O Distrito Federal tem 3.416 casos e 51 óbitos pelo novo coronavírus.

A decisão causou surpresa no governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), tentou contato com Ibaneis e não conseguiu: “tentei até falar com o Ibaneis, liguei duas vezes em todos os telefones que tenho e não fui atendido. Recebo a notícia em primeiro lugar, com muita preocupação e tristeza”.

Segundo o G1, Ibaneis fez críticas à reabertura do comércio nas cidades do Entorno e às medidas tomadas pelo governo de Goiás para atender os infectados com o vírus: “tá tudo aberto, tá tudo funcionando, e aí termina a gente perdendo o controle de tudo”.

“Não foi montada qualquer estrutura de saúde nessas cidades. Já tem 50 dias que foi anunciado um hospital de campanha em Águas Lindas. Até o momento, ele não entrou em funcionamento, não tem previsão para funcionamento”, ressalta Ibaneis.

Goiás tem 1.423 casos e 64 mortes e teve nesta quinta-feira o pior boletim desde o início da pandemia.

Casos de coronavírus nos estados

Depois do balanço de hoje, são dois estados com mais de 20 mil casos confirmados: São Paulo (54.286) e Ceará (21.077). O estado do Sudeste contou 4.315 óbitos e o do Nordeste, 1.413.

Com mais de 10 mil, são 4 as unidades da Federação: Rio de Janeiro (19.467, com 2.247 falecidos), Amazonas (17.181 e 1.235), Pernambuco (15.588 e 1.298) e Pará (10.867 e 1.063). O Maranhão tem 9.801 casos e 470 vítimas fatais.

Acima de 3 mil casos, são 7 estados: Bahia (6.955 e 262), Espírito Santo (5.813 e 249), Santa Catarina (4.332 e 78), Minas Gerais (3.950 e 139), Amapá (3.428 e 101), Distrito Federal (3.416 e 51) e Paraíba (3.361 e 160).

Com mais de 2 mil, são: Rio Grande do Sul (2.997 e 120 – embora, pelos números da secretaria estadual sejam 3.101 e 126), Alagoas (2.972 e 177), Rio Grande do Norte (2.537 e 117), Sergipe (2.494 e 47) e Paraná (2.063 e 119)

Com mais de 1 mil, o balanço informa que são: Piauí (1.784 e 60), Acre (1.740 e 55), Rondônia (1.686 e 56), Roraima (1.500 e 37), Goiás (1.423 e 64) e Tocantins (1.029 e 23).

Apenas Mato Grosso (719 e 23) e Mato Grosso do Sul (452 e 14) estão abaixo de mil casos confirmados do novo coronavírus.

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