Coronavírus: Brasil tem mais de 9,1 mil mortos e 135 mil casos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Leopoldo Silva / Agência Senado

Balanço do ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (7) mostra que pandemia ganhou força no Brasil, com 9.146 morte em decorrência da Covid-19 e 135.106 casos confirmados. O aumento foi menor do que do dia anterior, 9.888 casos (ontem foram 10.503) a mais e 610 mortes (ontem foram 615).

A taxa de mortalidade no Brasil está em 6,77%, um pouco menor do que no dia anterior, que mostrava 6,82%. Em todo o mundo, essa taxa é de 6,92%, com 3,91 milhões de casos confirmados e mais de 270 mil mortos.

A recuperação mundial é de 34,18%, com 1,33 milhões de pacientes curados.

O Brasil segue como terceiro país com mais números de casos diários, atrás dos Estados Unidos (25.959) e Rússia (11.231) e o segundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos (2.045).

Com isso, o país passa a Turquia entre os mais afetados pela pandemia do novo coronavírus e se torna o oitavo do mundo em infectados com a Covid-19.

Estados endurecem medidas

Diante do quadro alarmante, alguns estados endureceram as medidas restritivas de circulação de pessoas. Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Ceará, de alguma forma, aplicaram o chamado lockdown, o bloqueio total de atividades, na busca de conter o avanço do novo coronavírus.

No Maranhão, quatro cidades enfrentam a medida, São Luís, São José do Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Barreiras sanitárias de entrada e saída de pessoas, exceto de cargas; vias bloqueadas para circulação de pessoas; e comércio fechado, exceto o estritamente essencial, como mercados, bancos, farmácias e serviços de saúde.

No Pará, são dez os municípios que entraram no bloqueio total, que vigorará até 17 de maio: Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Castanhal, Santo Antônio do Tauá, Vigia de Nazaré e Breves.

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No Rio de Janeiro, o bloqueio não é total, mas parcial. Esse “lockdown parcial” virou motivo de chacota nas redes sociais, pela inovação, mas passou a valer nesta quinta-feira (7) no bairro de Campo Grande, na zona oeste ca capital. É ali que está o maior foco de contaminação.

A principal rua do comércio foi fechada e proibida a circulação, com barreira sanitária imposta pela guarda municipal.

No Ceará, foi decretado o bloqueio total a partir desta sexta-feira (8) em Fortaleza. Ruas e avenidas serão bloqueadas.

No Amazonas e em Pernambuco, o Ministério Público estadual entrou na Justiça pedindo uma liminar para que o bloqueio total fosse adotado. O Judiciário dos dois estados, porém, negou o pedido, a despeito do grau avançado do novo coronavírus nas duas regiões.

Sem “politizar” isolamento social

Em encontro virtual com os deputados na tarde desta quinta-feira (7), o ministro da Saúde, Nelson Teich, defendeu não transformar em discussão política a questão do isolamento social.

Entre a população, o embate já virou ideológico.

Segundo o ministro disse aos deputados e a Agência Câmara de Notícias reportou, as medidas de isolamento – das mais brandas até o confinamento total (o lockdown) – deverão ser adotadas conforme a situação específica dos estados e municípios. Ele afirmou que “não dá para trabalhar como se o lockdown fosse a essência de tudo”.

“Essa é uma discussão técnica”, defendeu. “Você vai avaliar pessoas que estão infectadas, casos novos, leitos ocupados. Não existe uma medida geral, existe medida para cada local”.

Muitos deputados cobraram atitudes mais incisivas do governo, não só no que diz respeito ao isolamento social, mas na distriuição de insumos hospitalares aos estados.

Ocupação dos leitos

A maior preocupação dos gestores de saúde em todos os estados é o colapso na rede, o momento em que não se pode aceitar mais nenhum paciente por falta de espaço, especialmente nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), necessários para o tratamento de infectados graves com Covid-19.

O isolamento social tem exatamente essa função: evitar que todos fiquem doentes de uma só vez. Em certa medida, tem surtido efeito. A ocupação dos leitos de UTI se mantém estável na maior parte dos estados desde o começo da semana.

Entretanto, os sistemas de saúde de alguns estados já beiram o colapso ou colapsaram totalmente.

Roraima tem 100% dos leitos ocupados. Pernambuco, está com 98%. Rio de Janeiro tem 97% na capital e 85% no estado.

O Ceará, por exemplo, tem 90% dos leitos ocupados.

Na sequência, vem o Amazonas, com 89% preenchidos, mas os profissionais de saúde dizem que é 100%.

O Pará tem 84% de todos os leitos dos estado, não especificamente os especificamente para Covid-19. Maranhão tem 74%. Goiás, com capacidade a 80%; e São Paulo, que apresenta dois números preocupantes, a do estado como um todo, com 67%, ocupado, e a da Grande São Paulo, 86% dos leitos de UTI preenchidos. Minas Gerais, com 64%, e no Espírito Santo, com 62%, também preocupam.

A Bahia está com 58% e Alagoas, com 51%. Todos os outros estados informaram estar com a ocupação abaixo dos 50%.

Taxas de mortalidade

Enquanto a taxa de mortalidade global para o novo coronavírus segue em torno de 6,90% a 7,10% há algumas semanas; no Brasil, ela vem se estabilizando desde o dia 23 de abril num patamar ligeiramente mais baixo, ainda que mais e mais testes estejam sendo realizados. Está entre 6,7% e 6,9%.

Mais alguns estados estão bem acima disso. É o caso do Rio de Janeiro, com 9,85%. São Paulo tem 8,03%.

Amazonas, com 7,98%; Pernambuco, com 7,81%; e Pará, com 7,42%, são os estados que estão acima da média nacional e mundial.

A menor taxa de mortalidade é de Roraima, com 1,37%. O Distrito Federal também está abaixo de 2%, com 1,55%.

Coronavírus nos estados

Já são mais de cinco estados contando mais de 10 mil infectados: São Paulo (39.928 casos e 3.206 mortos), Rio de Janeiro (14.156 e 1.394), Ceará (13.888 casos e 903), Pernambuco (10.824 e 845) e Amazonas (10.099 e 806).

Com mais de 5 mil, há o Pará (5.524 e 410) e o Maranhão (5.389 e 305).

Com mais de 3 mil, já são três estados, incluindo um com mais de 4 mil: Bahia (4.528 e 165), Espírito Santo (3.838 e 155) e Santa Catarina (3.082 e 63).

Quatro estados passaram de 2 mil casos do novo coronavírus: Minas Gerais (2.770 e 106), Distrito Federal (2.258 e 35), Amapá (2.199 e 61) e Rio Grande do Sul (2.199 e 90).

Outros dez estados passam de 1 mil casos identificados: Alagoas (1.867 e 98), Rio Grande do Norte (1.739 e 76), Paraíba (1.657 e 101), Paraná (1.656 e 104), Sergipe (1.214 e 25), Rondônia (1.098 e 37), Piauí (1.051 e 35), Goiás (1.027 e 44), Roraima (1.020 e 14) e Acre (1.014 e 36).

Apenas três estados não entram na casa do milhar. São o Tocantins (423 e 9), o Mato Grosso (417 e 13) e o Mato Grosso do Sul (311 e 10).

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