Escalada do coronavírus: Brasil contabiliza 2201 casos e 46 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: TV Brasil

A escalada da pandemia do coronavírus no país continua subindo de maneira exponencial. Nesta terça (24), o Ministério da Saúde anunciou balanço da doença que atinge todo os estados e cresce no Brasil.

São 2201 casos confirmados e 46 mortes contabilizados pelo governo. Com esse número o Brasil está na lista dos 20 países com mais pacientes do Covid-19.

O balanço representa um aumento em relação ao saldo apresentado nesta segunda, quando o total de diagnósticos de Covid-19 era de 1891, com 34 mortes.

Houve um acréscimo proporcional de 16% e de 310 em números absolutos. O resultado de hoje marcou um aumento de 42% nos casos em relação a domingo, quando foram registradas 1.546 pessoas infectadas.

Taxa de letalidade aumenta

Segundo o ministério, a curva de crescimento do número de casos está dentro das expectativas. Mas a taxa de letalidade saiu de 1,8% ontem (23) para 2,1% hoje.

São Paulo é o estado com maior número de casos: são 810, com 40 mortes. O Rio de Janeiro tem 305 infectados e 6 óbitos.

Também registram casos confirmados o Ceará (182), Distrito Federal (160), Minas Gerais (130) e Santa Catarina (107).

Também possuem pacientes com Covid-19 o Rio Grande do Sul (98), Bahia (76), Paraná (65) e Amazonas (47).

Há registros também em Pernambuco (42), Espírito Santo (33), Goiás (27), Mato Grosso do Sul (23), Acre (17), Sergipe (15), Rio Grande do Norte (13), Maranhão (oito), Alagoas, Tocantins e Mato Grosso (sete), Piauí (seis), Pará (cinco), Rondônia e Paraíba (três), Roraima (dois) e Amapá (um).

 

Sudeste concentra casos

Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão.

A região norte, por exemplo, tem 3,7% do total de casos do Brasil. Na outra ponta, a região Sudeste representa o maior percentual, na ordem de 58,1%.

6ª morte no Rio

O estado do Rio de Janeiro registrou a sexta morte por coronavírus e chegou a 305 casos confirmados. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

As vítimas mais recentes são dois idosos: uma mulher, de 71 anos, e um homem, de 74 anos, ambos moradores da capital fluminense.

Os outros quatro óbitos registrados anteriormente aconteceram em Miguel Pereira, Niterói, Petrópolis e na capital.

Segundo a SES, todas as vítimas eram idosas e apresentavam outras doenças ou problemas de saúde, sendo classificadas como grupo de risco de covid-19.

Testes anunciados

O ministério da Saúde informou que o governo vai aumentar o número de testes para detectar o vírus. Serão distribuídos pelo país 22,9 milhões de testes.

Esses testes devem aumentar o número de casos no país, lembrou Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde. “O Brasil deve ter o maior número de casos do mundo”, prevê Oliveira.

Casos pelo mundo

No mundo, há 414.277 casos confirmados, com 18.557 falecimentos.

A Itália é o país com maior número de mortos: 6.820, com 69.176 casos confirmados. A China contabiliza 81.591 e

Os dados são fornecidos pela universidade Johns Hopkins, que faz o levantamento em parceria com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Os Estados Unidos somam 51.542 pacientes infectados (são 590 mortos).

A Espanha relata 39.676 casos, a Alemanha, 32.781 e o Irã, 24.811.

Essa é a curva de crescimento da doença pelo mundo.

Reino Unido entra em interdição

As ruas do Reino Unido estão muito mais tranquilas do que o normal nesta terça-feira (24) depois que o país entrou em uma interdição virtual para tentar deter a disseminação do coronavírus.

Mas os trens do metrô de Londres continuam cheios e as ruas estão longe de desertas.

Alguns trabalhadores também continuam a se manter próximos, mesmo depois de o primeiro-ministro, Boris Johnson, ter ordenado na segunda-feira (23) que as pessoas fiquem em casa.

Ele também disse que a maioria das lojas precisa fechar e proibiu reuniões sociais.

Restrições

As restrições, que são inéditas em tempos de paz e durarão ao menos três semanas, visam impedir que o Sistema Nacional de Saúde estatal (NHS) fique sobrecarregado depois que o número de mortes do coronavírus no Reino Unido subiu para 335.

Imagens de redes sociais mostraram trens do metrô de Londres repletos de viajantes, e uma grande rede varejista insinuou que quer se manter aberta. Também houve queixas de que os alertas são confusos ou não foram longe o suficiente.

Punições

“Espero que as pessoas sigam este conselho. Se, por algum motivo, não o fizerem, as penalidades estão aí”, disse o ministro do gabinete Michael Gove à BBC TV.

“As pessoas precisam ficar em casa para se proteger, para proteger o Sistema Nacional de Saúde e para salvar vidas”, afirmou ele.

Segundo as restrições à circulação, as pessoas só devem sair de casa por motivos muito limitados, como ir a supermercados para obter suprimentos vitais ou para se exercitar uma vez por dia.

Conselhos anteriores para que os britânicos evitem aglomerações foram essencialmente ignorados – pessoas continuaram indo a parques e salões de beleza.

Agora a polícia dispersará reuniões de mais de duas pessoas, e eventos sociais como casamentos, mas não funerais, serão impedidos.

Michael Gove disse que medidas mais rígidas do que multas de 30 libras esterlinas para pessoas que violarem as novas restrições podem ser adotadas.

“Se as pessoas de fato persistirem em se comportar de maneira antissocial, temos medidas mais fortes”, disse ele.

Uma pesquisa do instituto YouGov revelou que 93% dos britânicos apoiam as medidas, mas que há divisões quando se indaga se multas serão uma forma de dissuasão suficiente.A enquete ainda mostrou que 66% acreditam que as regras serão muito fáceis ou bastante fáceis de seguir.

Ações de ajuda aos estados no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta terça (24) de mais duas videoconferências com governadores dos estados do Sul e Centro-Oeste para atualizá-los sobre as medidas de socorro aos estados que o governo federal está adotando para enfrentamento dos efeitos da pandemia de Covid-19 no país.

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“O ministro [da Infraestrutura] Tarcísio [Freitas] expõe a preocupação real de desabastecimento devido a medidas descoordenadas por alguns estados e municípios. A logística de transportes precisa ser compreendida para distribuição dos mais de 10.000.000 de kits iniciais para testes do covid-19”, escreveu Bolsonaro no Twitter sobre um dos assuntos tratados na videoconferência.

O presidente também informou que amanhã (25) haverá nova reunião dos secretários de Saúde de todo Brasil com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, para direcionamentos conjuntos de enfrentamento ao novo coronavírus.

Ontem, Bolsonaro e ministros realizaram duas videoconferências, uma com governadores do Nordeste e outra com governadores da Região Norte.

Após as reuniões, o governo anunciou uma série de medidas de cooperação para estados e municípios para o combate à pandemia de covid-19.

De acordo com o Ministério da Economia, o pacote de R$ 88,2 bilhões é composto por diversas medidas que contemplam transferência, linhas de financiamento e ações legislativas.

Entre as principais ações, estão a suspensão do pagamento de parcelas de R$ 12,6 bilhões de dívidas dos estados com a União e a recomposição, por parte do governo federal, de R$ 16 bilhões nos fundos de Participação dos Estados (FPE) e de Participação dos Municípios (FPM) para compensar a perda de arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os cofres estaduais.

Fundo Nacional de Segurança Pública

Portaria publicada hoje (24) no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autoriza estados a utilizarem R$ 202 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública e mais R$ 18 milhões do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos em ações de controle ao novo coronavírus.

Apesar da possibilidade de realocação dos recursos, a portaria ressalta que devem ser respeitados os percentuais destinados ao custeio e ao investimento.

Jogos Olímpicos adiados

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta terça-feira (24), o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 para 2021.

O entendimento sobre a impossibilidade do início das competições no dia 24 de julho, por conta da pandemia do novo coronavírus, aconteceu após conversa por teleconferência entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente do COI, Thomas Bach.

Vacinação contra a gripe

O Ministério da Saúde recomendou hoje (24) às secretarias estaduais e municipais de Saúde que adiem a vacinação de crianças nesta primeira etapa da campanha de imunização contra a gripe, como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus (covid-19).

A campanha teve início nesse fim de semana em alguns estados e ontem em outros, para idosos acima de 60 anos.

Covid-19: quarentena e escolas fechadas são combinação ideal

Um estudo de Singapura mostrou que adotar múltiplas interdições sociais – incluindo o fechamento de escolas – terá o maior impacto na contenção do covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Colocar pessoas infectadas e seus familiares em quarentena, fechar escolas e impor distanciamento em ambientes de trabalho e no teletrabalho podem limitar a disseminação, revelou o estudo, mas uma combinação de todos os três é o mais eficaz para diminuir os casos.

O número global de casos confirmados ultrapassou 377 mil em 194 países e territórios nesta terça-feira (24), de acordo com uma contagem da Reuters, e mais de 16.500 mortes já foram relatadas.

Singapura, que de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou 455 casos confirmados de covid-19 e duas mortes até 22 de março, impôs algumas recomendações de distanciamento social, mas não fechou as escolas.

Milhões sem aulas

Milhões de crianças estão sem aulas nos Estados Unidos, em grande parte da Europa e em muitos outros países, cujos governos impuseram medidas rígidas de interdição para impedir que as pessoas se encontrem e se reúnam em grupos.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e publicado no periódico Lancet Infectious Diseases, analisou um quadro simulado de Singapura para estudar o impacto potencial de políticas de distanciamento social.

O estudo revelou que, embora menos eficientes que a abordagem tripla, quarentenas e medidas nos ambientes de trabalho são a segunda melhor opção para reduzir os casos de Covid-19, seguidas de quarentenas e fechamento de escolas e somente de quarentenas.

“Os resultados desse estudo dão indícios para os formuladores de políticas de Singapura e outros países começarem a implantação de medidas de controle do surto, que poderiam mitigar ou reduzir os índices de transmissão local se aplicadas efetivamente e de maneira oportuna”, disse Alex R. Cook, professor associado da NUS e coautor do trabalho.

*com Agência Brasil

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