Covid-19: Brasil se aproxima de 10 mil mortos; mundo passa de 4 milhões de casos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Twitter / Governo da Bahia

O ministério da Saúde divulgou no balanço desta sexta-feira (8) que o Brasil chegou a 145 mil casos confirmados do novo coronavírus. Foram mais 10.222 mil novos infectados nas últimas 24 horas, chegando a 145.328.

O número de mortos se aproxima dos 10 mil. São 9.897, um acréscimo de 751, o maior desde que a pandemia começou.

É o terceiro dia seguido que o país contabiliza seis centenas de vítimas fatais da doença, a primeira vez com mais de sete centenas.

A taxa de mortalidade subiu para 6,81%. Ontem era de 6,77%.

Nos últimos quatro dias, o Brasil contou 37.548 novos casos e 2.576 novos óbitos. Foram 6.935 e 600 mortes dia 5 (terça-feira), mais 10.503 e 615 dia 6, mais 9.888 e 610 dia 7, e mais 10.222 e 751 óbitos hoje.

O Brasil também conta 59.297 recuperados, ou 40,80% do total de casos confirmados, 76.134 testes em acompanhamento, aguardando o resultado, e 1.852 óbitos em investigação.

Pela conta sempre mais atualizada das secretarias estaduais de saúde, o país tem 145.929 casos e 9.991 mortos.

Quatro milhões

Em todo o mundo, o número de testes positivos chegou passou de 4 milhões. São 4.001.233 pessoas diagnosticadas Dessas, mais de 275 mil morreram e 1,37 milhão se recuperaram.

A taxa de mortalidade é de 6,88%. A porcentagem de recuperados é de 34,39%.

A primeira contabilidade oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) aconteceu em 4 de janeiro, quando 44 pessoas em todo o mundo, essencialmente em Wuhan, na China, estavam contaminadas. A marca de 100 mil infectados foi superada só em 6 de março, 62 dias depois.

A partir daí, a curva foi avassaladoramente para cima. Em 2 de abril, 27 dias depois, o mundo já contava 1 milhão de casos confirmados. Nesse mesmo dia, eram 51 mil mortos.

Passados mais 12 dias, 2 milhões de casos e 128 mil mortes. Mais 13 dias e o mundo contava 3 milhões de infectados.

Agora, 12 dias depois, são 4 milhões.

Os Estados Unidos seguem como o país que mais testa positivo, com 1,32 milhões de pessoas e 78.494 mortes. A Espanha tem 260.117 casos e 26.299 óbitos; seguida da Itália, com 217.185 casos e 30.201 falecimentos; do Reino Unido, com 211.364 infectados e 31.241 falecidos; da Rússia, com 187.859 contaminados e 1.723 que não resistiram à doença; da França, com 176.079 casos confirmados e 26.230 mortos; da Alemanha, com 170.588 casos e 7.510 mortes; e do Brasil.

Economia ou vidas

O ex-ministro da Fazenda, ex-candidato à Presidência e atual secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (8), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que é a pandemia do novo coronavírus, e não as medidas de isolamento contra o contágio, a verdadeira responsável pela crise econômica que atinge o estado e o Brasil.

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“Existe um equívoco de que o isolamento social, a quarentena, está causando a crise econômica. É o contrário. A crise é causada pela pandemia. Parece óbvio, mas no discurso de muitos, inclusive em esferas de poder, estão agindo em direção contrária”, argumentou.

“O setor mais afetado pela crise foi o de serviços domésticos, que não foi objeto de nenhuma restrição. No entanto, foi o mais afetado pela preocupação das pessoas. O que afeta a economia é a pandemia, não as medidas para combater”, ressaltou.

“O resultado para as experiências que aconteceram em outros países que passaram pelo pico, a atividade econômica começa a retornar após a pandemia estar controlada. A quarentena tem por finalidade combater de forma eficaz a contaminação”, lembrou.

De fato, Alemanha, Itália, Espanha, China, Coreia do Sul e outros países importantes instituíram medidas duras de isolamento social e pouco mais de 45 dias depois estão vendo a luz no fim do túnel para reabrir a economia.

Países como Estados Unidos, Turquia, Reino Unido e Brasil, que demoraram ou sequer aplicaram qualquer medida restriti,va não conseguem enxergar no horizonte o momento para abrir novamente a economia.

Bolsonaro insiste em volta ao trabalho

“Se dependesse de mim, grande parte já estaria trabalhando”, disse hoje Bolsonaro, sobre volta das atividades comerciais.

“Sabe que a decisão de fechar o comércio é dos governadores e prefeitos, não é minha. Se fosse minha, eu teria uma posição um pouco diferente da que eles estão tomando aí. Se dependesse de mim, grande parte já estaria trabalhando. Outra grande parte não teria deixado de trabalhar”, afirmou a apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada.

A OMS recomenda o isolamento social para brecar o avanço do novo coronavírus e dar tempo aos sistemas de saúde se organizarem para receber a demanda.

“Economia também é vida. Pessoa pobre, sem dinheiro está propensa a ter muitos problemas. Mais cedo ou mais tarde vamos ter que reabrir para não ultrapassar um limite que já está insuportável”, continuou.

Provocativo, o presidente disse um, dia antes que vai fazer um churrasco para “mais ou menos 30 pessoas em casa”, no Palácio da Alvorada, no próximo sábado (9).

Políticos de todo o espectro político criticaram a fala sobre o churrasco. Hoje, ele seguiu provocando: “já tem 180 convidados”, “tem 210 chefes de família, deve dar umas 500 pessoas”, “vai ter umas 900 pessoas no churrasco amanhã”, afirmou.

“Quem estiver aqui amanhã a gente bota para dentro. Três mil pessoas no churrasco amanhã”, disse ele, para satisfação da claque que sempre marca presença no cercadinho ao lado dos jornalistas.

Coronavírus no estados

São cinco estados com mais de 10 mil casos confirmados: São Paulo (41.830 casos e 3.416 mortos), Rio de Janeiro (15.741 e 1.503), Ceará (14.956 e 966), Pernambuco (11.587 e 927) e Amazonas (10.727 e 874).

Estados com mais de 3 mil casos são cinco: Pará (6.141 e 515), Maranhão (5.909 e 330), Bahia (4.818 e 183), Espírito Santo (4.242 e 165) e Santa Catarina (3.205 e 63).

Com mais de 2 mil casos confirmados do novo coronavírus são seis: Minas Gerais (2.943 e 111), Rio Grande do Sul (2.447 e 91), Distrito Federal (2.442 e 37), Amapá (2.322 e 66), Alagoas (2.033 e 108) e Paraíba (2.031 e 114).

Com mais de 1 mil casos são oito: Rio Grande do Norte (1.821 e 81), Paraná (1.711 e 106), Sergipe (1.438 e 28), Rondônia (1.222 e 39), Acre (1.177 e 38), Piauí (1.131 e 37), Roraima (1.124 e 16) e Goiás (1.053 e 49).

Apenas três estão abaixo desse patamar: Tocantins (484 e 9), Mato Grosso (457 e 14) e Mato Grosso do Sul (326 e 11).

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