Coronavírus: Brasil soma 396 óbitos e passa de 11,5 mil

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Tatiana Fortes / Twitter / Governo do Ceará

O ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (11) os dados do novo coronavírus no Brasil: foram mais 396 vítimas fatais, elevando o total a 11.519; e 5.632 registros novos, dando 168.331 casos confirmados.

Mesmo com a queda no número de óbitos em 24 horas, o país segue como o segundo com maior registro de novas mortes diárias em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que nesta segunda-feira contou mais 821 falecimentos.

A taxa de mortalidade no Brasil está em 6,84%, a mesma de ontem, domingo. No mundo, a taxa é de 6,75%, com 4,25 milhões de casos confirmados, 286,7 mil mortos e 1,521 milhões de recuperados, o que representa 35,85% do total.

O ministério da Saúde ainda informa que existem 82.344 testes em acompanhamento e 69.232 pacientes recuperados, o que dá uma taxa maior do que a global, de 41,13%.

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Brasil negocia vacinação

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse hoje, durante a coletiva de imprensa diária com o balanço dos números, que o Brasil negocia integrar grupo de países que realizará testes para a primeira vacina contra o novo coronavírus.

“A gente está trabalhando para integrar um grupo que vai testar a primeira vacina para Covid-19. Estamos interagindo para fazer parte desse grupo. Isso é importante para o Brasil”, declarou Teich.

O ministro ainda afirmou que “o Ministério da Saúde não proíbe o uso dos medicamentos que vêm sendo testados para a Covid”, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) não tenha confirmado nenhum remédio eficaz para combater a doença. Vários estão em análise e nenhum deles se mostrou eficiente.

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Vacina nos Estados Unidos

Reportagem do jornal USA Today, mostra que há quatro laboratórios nos Estados Unidos na frente na corrida para achar uma vacina.

Um dos laboratórios, a Moderna, anunciou ter uma tecnologia que pode acelerar a produção de qualquer vacina, o que fez do seu CEO, Stéphane Bancel, um novo bilionário. A empresa já estava avançada na produção contra a Mers e a Sars, que são equivalentes ao Sars-Cov2 (o novo coronavírus). Mas ainda é uma grande incógnita.

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Vacinas demoras pelo menos de um a dois anos para serem desenvolvidas e testadas, mas provavelmente a rede burocrática será desmantelada nesse caso, em vista da paralisação mundial.

A Universidade de Oxford é outra que pretende ter a vacina até o final do ano, talvez em setembro. Os testes em humanos já estão em andamento.

Há outros laboratórios, como Innovo e Novavax que também estão em adiantado estágio de pesquisa. Há ainda pesquisas em Israel e na China com bom caminho percorrido. Mas nada é garantido. Por enquanto, há muita especulação que pode ser favorável apenas aos próprios laboratórios, como se vê com o CEO da Moderna.

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Bolsonaro libera mais atividades

Bolsonaro assinou decreto nesta segunda-feira (11) estipulando como “atividades essenciais” e, portanto, aptas a abrir durante a pandemia, barbearias, salões de beleza e academias.

“Eu coloquei hoje, porque saúde é vida. Academias, salão de beleza, cabeleireiro também, porque isso aí é higiene”, defendeu o presidente.

O ministro Teich, entretanto, disse que tal decisão não passou pelo seu crivo. Ele afirmou que a decisão foi do ministério da Economia, mas que “qualquer coisa que é decidida pode ser revista”.

“O que eu realmente acredito é que qualquer decisão que envolva a definição como essencial ou não passa pela tua capacidade de fazer de uma forma que proteja as pessoas. Só para deixar claro que isso é uma decisão do Ministério da Economia”, reforçou.

Caminhoneiros contra Doria

Enquanto a vacina não chega, São Paulo nem abre a economia, nem decreta lockdown. A quarentena branda de João Doria (PSDB) tem irritado os bolsonaristas, que ecoam o discurso do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pela abertura total do comércio, e tem incomodado quem enxerga medidas mais duras como maneira de frear de vez o avanço no estado.

São Paulo tem hoje 46.131 casos confirmados e 3.743 óbitos, se aproximando dos 4.633 que a China registrou desde o início da pandemia. Até o fim da semana, deve ultrapassar o país asiático.

Os caminhoneiros fecharam a Avenida Paulista, tumultuaram o trânsito da cidade, justamente onde há mais hospitais. Eles pediam que Doria saísse do cargo e clamavam pelo fim do isolamento social.

A capital iniciou hoje uma tentativa de aumentar o isolamento social, implantando o rodízio 24 horas alternado: carros com placas pares podem circular em dias pares e com placas ímpares, em dias ímpares.

O isolamento ideal é de 70%, já que o novo coronavírus tem a potência de cada infectado passar para pouco mais de três pessoas. Reduzir essa capacidade é reduzir a capacidade do vírus circular e dar espaço para os leitos e respiradores, que já são escassos.

Casos de coronavírus nos estados

Já são cinco os estados com mais de 10 mil casos confirmados e mais de mil mortos: São Paulo (46.131 casos e 3.743 vítimas fatais), Rio de Janeiro (17.939 e 1.770), Ceará (17.599 e 1.189), Pernambuco (13.768 e 1.087) e Amazonas (12.919 e 1.035).

O Maranhão tem 8.144 casos e 399 óbitos. É seguido pelo Pará, com 7.563 testes positivos e 708 falecimentos; pela Bahia, com 5.808 casos e 211 mortos; e pelo Espírito Santos, com 4.819 infectados e 196 falecidos.

São dois os estados com mais de 3 mil casos: Santa Catarina (3.529 e 69) e Minas Gerais (3.320 e 121).

Com mais de 2 mil, são cinco estados: Distrito Federal (2.783 e 44), Amapá (2.671 e 73), Rio Grande do Sul (2.576 e 105), Paraíba (2.525 e 139) e Alagoas (2.343 e 138).

Outros oito estados passam de 1 mil casos: Rio Grande do Norte (1.989 e 92), Paraná (1.849 e 111), Sergipe (1.800 e 37), Acre (1.460 e 45), Rondônia (1.396 e 47), Piauí (1.332 e 45), Roraima (1.295 e 24) e Goiás (1.100 e 49).

Tocantins (747 e 12), Mato Grosso (541 e 19) e Mato Grosso do Sul (385 e 11) são os estados que fecham a lista.

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