Coronavírus: Brasil passa de 66 mil casos e tem 4.543 mortes

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

O ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (27) que os casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegaram a 66.501, com 4.543 mortos.

O aumento foi de 4.613 novos pacientes e 338 novas vítimas fatais.

A taxa de mortalidade voltou a subir, passando para 6,83%. Ontem, era de 6,79%.

Os números mundiais também atingiram uma marca importante hoje: 3 milhões de casos confirmados, 12 dias depois de superar a marca de 2 milhões e 25 dias depois da de 1 milhão. As mortes estão em pouco mais de 211 mil, com uma taxa de mortalidade de 6,90%.

Os recuperados em todo o mundo são 917.432.

Isolamento social

“Não vai haver nenhuma medida intempestiva no país”, disse o ministro da Saúde, Nelson Teich, ao afirmar que o governo não vai decretar o fim do isolamento social.

“Não vamos mais só apresentar números frios. Vamos analisar e detalhar esses números para que todos possam entender as ações que vamos fazer”, ressalta Teich.

O ministro, porém, tem sido acusado de frio, distante, tutelado e vacilante por secretários estaduais de saúde.

Segundo informa a coluna “Painel”, do jornal Folha de São Paulo, “eles dizem que desde 17 de abril, quando o novo ministro tomou posse, não há mais interlocução com o Ministério da Saúde. Os secretários não conseguiram até agora marcar nenhuma reunião com Teich em um período em que os números do coronavírus atingem nível crítico”.

Os mesmos secretários afirmam que na gestão do demitido Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) ocorria justamente o contrário: o ministério estava sempre de portas abertas.

Abrir ou não abrir?

Alguns casos ficaram famosos no Brasil com relação a medidas de reabertura da economia.

Em Brodowski, a 337 quilômetros de São Paulo, na região metropolitana de Ribeirão Preto, o prefeito José Luiz Perez (PSDB) havia flexibilizado, dia 17 de abril, as medidas restritivas de isolamento, começando a valer no dia 22 de abril. Passados quatro dias, o próprio prefeito foi diagnosticado com o Covid-19.

São apenas outros quatro casos na cidade, que tem 24 mil habitantes.

O estado de São Paulo é o mais afetado pela pandemia e já foi a 21.696 casos confirmados (mais do que países como a Suécia, a Irlanda, o México e Israel) e 1.825 mortos (quase o triplo da Rússia, que conta até aqui 794 mortos).

Outro caso famoso é o de Blumenau, no interior catarinense. O prefeito Mário Hildebrandt (PSB) liberou o comércio a funcionar na cidade com mais de 357 mil habitantes. Naquele momento, eram 95 casos na cidade. Seis dias depois, 167.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Um shopping na cidade teve a imagem de sua reabertura rodando o país de maneira negativa, com críticas à aglomeração.

Agora, a prefeitura diz que pode comprar até 50 mil testes para identificar os casos positivos e isolá-los.

O estado de Santa Catarina tem 1.337 infectados e 43 mortos.

São Paulo pode flexibilizar em 11 de maio

Essa é a ideia do governo estadual: flexibilizar as medidas de isolamento em 11 de maio, um dia após a data prevista no último decreto do governador João Doria (PSDB) para vigorar a quarentena.

Mas o estado vê os números subindo a níveis preocupantes, bem como a saturação do sistema está se aproximando. A secretaria de saúde informa que a taxa de ocupação de leitos está em 59,8% no estado e em 78,4% na Grande São Paulo.

Dos 645 municípios de São Paulo, 131 já contaram ao menos uma morte. Há casos confirmados em 288 cidades.

Nessa segunda-feira (27), o governador anunciou a volta às aulas na rede estadual. Os alunos terão aulas por meio de um aplicativo de celular.

Manaus bate recordes negativos

Com 140 enterros em 24 horas, a capital do Amazonas bate recorde de registros desde início de pandemia. O portal G1 informa que “há uma semana, média é de 100 sepultamentos por dia na capital. Antes do coronavírus, média era de 30”. São 7 dias seguidos com mais de 100 enterros por dia.

No estado, são 3.928 casos e 320 mortos oficiais.

Como as empresas privadas só possuem estoque de caixões para os próximos 5 dias, Manaus tenta conseguir por avião um novo estoque de urnas funerárias para tentar atender à triste demanda.

“As mortes, de acordo com a Prefeitura de Manaus, são de casos em geral, entre pacientes de Covid-19, mortos por síndromes respiratórias ou outras causas”, mas são justamente essas mortes por síndromes respiratórias as maiores desconfianças sobre subnotificação.

Câmara frigoríficas como necrotério

Os Hospitais Souza Aguiar, Ronaldo Gazolla e Evandro Freire receberam contêineres refrigerados para aumentar a capacidade dos seus necrotérios. Cada contêiner pode abrigar 18 corpos.

O Ronaldo Gazolla passou a ter três para esse finalidade.

O Rio de Janeiro chegou a quase 8 mil casos: tem 7.944, com 677 óbitos.

Números do coronavírus pelo Brasil

São Paulo continua sendo o epicentro da pandemia do novo coronavírus no Brasil, com 21.696 casos e 1.825 mortes. O Rio de Janeiro tem 7.944 e 677 vítimas fatais.

Outros 6 estados passaram de 2 mil casos: Ceará (6.726 casos e 390 mortes), Pernambuco (5.358 e 450), Amazonas (3.928 e 320), Bahia (2.354 e 76) e Pará (2.128 e 114).

Outros 6 têm mais de 1 mil casos confirmados: Espírito Santo (1.796 e 57), Minas Gerais (1.586 e 62), Santa Catarina (1.337 e 43), Rio Grande do Sul (1.228 e 42), Paraná (1.186 e 75) e Distrito Federal (1.146 e 27).

Os demais estados apresentam os seguintes números: Amapá (842 e 26), Rio Grande do Norte (832 e 45), Alagoas (643 e 34), Goiás (616 e 26), Paraíba (543 e 50), Roraima (407 e 4), Piauí (364 e 20), Rondônia (393 e 10), Acre (279 e 14), Mato Grosso (257 e 10), Mato Grosso do Sul (238 e 9), Sergipe (197 e 10) e Tocantins (67 e 2).

LEIA MAIS
Impeachment deve ser avaliado com cuidado, diz Maia

Brasil voltará à tranquilidade muito brevemente, diz Guedes