Coronavírus: Brasil passa de 100 mil casos confirmados e 7 mil mortos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (2) que o Brasil superou os 100 mil casos confirmados do novo coronavírus, chegando a 101.147, um aumento de 4.588 novos pacientes. As vítimas fatais passaram de 7 mil, indo a 7.025, um acréscimo de 275 em relação a sábado.

A taxa de mortalidade baixou a 6,95%, contra 6,99% de sábado, enquanto o mundo caiu para 6,97%, com 3,56 milhões de casos confirmados e 248 mil mortos.

Os recuperados em todo o mundo são 1,151 milhões, ou 32,33% do total. Ainda existem 2,16 milhões de pacientes não curados e pouco mais de 50 mil em estado crítico.

O Brasil ainda analisa 51.131 casos, aguardando resultado definitivo, tem 42.991 recuperados, o que representa 42,50% do total, e tem 1.364 óbitos em investigação.

Clube dos 100 mil

O Brasil é apenas o nono país a ultrapassar o montante de 100 mil casos confirmados.

Os outro são: EUA (1.184.711, com 68.489 mortos), Espanha (247.122, com 25.264), Itália (210.717, com 28.884), Reino Unido (186.599, com 28.446 mortos), França (168.693, com 24.895), Alemanha (165.532, com 6.845), Rússia (134.687, com 1.280) e Turquia (126.045, com 3.397).

A diferença para todos esses países é que o Brasil testa muito menos. É o único que não realizou mais de um 1 milhão de testes (são pouco mais 340 mil) e o único com menos de 10 mil testes a casa 1 milhão de habitantes (são 1.597), o que pressupõe uma enorme subnotificação.

Rio de Janeiro ainda não está no pico

Embora o estado do Rio de Janeiro tenha ultrapassado os 10 mil casos confirmados, com 11.139, e as 1 mil mortes, com 1.019, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que esse não é o pior quadro. A “pior fase” vai acontecer em 10 dias.

A análise está baseada na saturação do sistema de saúde. A capital fluminense tem 93% das unidades de terapia intensiva (UTIs) da sua rede ocupadas. Nas enfermarias, apenas 9% dos leitos estão disponíveis. Em todo o estado, essas taxas de ocupação estão em a 84% para UTIs e 74% para enfermarias.

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Com o desrespeito ao distanciamento social que o carioca tem mostrado, o quadro pode piorar. Teich aponta essa preocupação.

Salvador sem carnaval

O prefeito de Salvador, Antônio Magalhães Neto (DEM), afirmou em entrevista so SBT e Poder360 que é difícil fazer uma previsão sobre a realização do Carnaval em 2021.

“Claro que se até lá houver uma vacina, e a gente espera que haja uma vacina, esse assunto vai estar inteiramente resolvido. Se não houver, vai ser preciso analisar num momento mais próximo do futuro quais são as condições de transmissão do vírus, quais são as restrições que ainda precisarão acontecer em 2021”, disse.

E continuou: “se a gente for fazer uma avaliação com o cenário de hoje, é impossível pensar em eventos com aglomerações de pessoas, com junção de pessoas, principalmente numa escala como o Carnaval. Mas eu espero que as coisas melhorem muito até lá”.

A indústria do turismo é uma das mais afetadas pela pandemia. O Carnaval movimenta bilhões em todo o país e gera milhares de empregos.

Com 3.495 casos confirmados e 123 mortes, a Bahia é oitavo estado mais afetado pelo novo coronavírus na Federação.

Coronavírus em outros estados

O novo coronavírus já deu positivo em 31.772 paulistas, levando ao óbito 2.627 deles. São Paulo é o epicentro da crise no Brasil.

O Rio de Janeiro também superou as 1 mil mortes, com 1.019 vítimas e 11.139 casos confirmados. Pernambuco ultrapassou o Ceará, com 8.643 casos contra 8.370, e 652 mortes contra 663.

O Amazonas tem 6.683 casos e 548 óbitos. O Maranhão tem 4.040 casos e 237 mortos. O Pará vem em ritmo acelerado de casos confirmados, com 3.863 e 309 mortos. A Bahia já contou 3.495 casos e 123 falecimentos. E o Espírito Santo é o nono estado a passar de 3 mil casos, com 3.086 e 114 mortos.

Santa Catarina e Minas Gerais passaram dos 2 mil, com 2.346 e 2.118, respectivamente. Os catarinenses contaram 52 mortos, enquanto os mineiros, 89.

Mais sete estados passaram de 1 mil infectados: Rio Grande do Sul (1.666 e 65), Distrito Federal (1.649 e 33), Paraná (1.514 e 93), Amapá (1.482 e 43), Alagoas (1.441 e 64), Rio Grande do Norte (1.392 e 61) e Paraíba (1.169 e 76).

Apenas oito estados não chegaram ao milésimo caso: Goiás (850 e 30), Piauí (742 e 28), Roraima (740 e 11), Sergipe (730 e 14), Rondônia (705 e 24), Acre (657 e 24), Mato Grosso (337 e 12), Mato Grosso do Sul (272 e 10) e Tocantins (246 e 4).

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