Coronavírus no Brasil: país tem 9.056 casos notificados e 359 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo federal atualizou os dados sobre a escalada do Covid-19 no país e citou as ações de combate à pandemia, na tarde desta sexta-feira (3), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Falaram pelo governo os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; da Secretaria-Geral, Jorge de Oliveira; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário.

Mandetta, que ontem foi criticado pelo presidente Jair Bolsonaro em entrevista na Jovem Pan, comentou sobre o assunto demissão — aventada em várias notas de jornais.

Afirmou que “médico não abandona paciente.”

O ministro disse entender as pressões de empresários e políticos, além da cobrança para que a solução seja rápida. Admitiu cogitar deixar o governo no futuro, mas reafirmou que não sairá durante a crise agora.

“O caso é uma situação global que nos desafia a todos, e estamos aqui para trabalhar, para ajudar. Talvez seja mais importante ir debater o sistema de saúde pós-Covid em outro lugar. Ma,s no momento, eu vou estar ali. E vamos ter dias ruins”, afirmou.

Casos notificados

O país totaliza 9.056 casos notificados de Covid-19. A pandemia causou 359 mortes.

Foram registrados 60 óbitos em 24 horas. Nesta quinta, o número de vítimas estava em 299 – e o de casos confirmados, de 7.910.

O índice de letalidade, que era de 3,5% no início da semana, foi para 3,8% ontem e chegou a 4% no balanço anunciado hoje.

Segundo a Agência Brasil, as mortes ocorreram em São Paulo (219), Rio de Janeiro (47), Ceará (22), Pernambuco (10), Amazonas (7), Minas Gerais (6), Distrito Federal (5), Bahia (5), Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (5), Paraná (4), Piauí (4), Espírito Santo (4), Rio Grande do Norte (4), Sergipe (2), Alagoas (2), Goiás (2), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1), Mato Grosso (1), Pará (1), Paraíba (1) e Rondônia (1).

Os novos casos totalizaram 1.146. O resultado significou um aumento de 15% em relação ao total registrado antes. Foi o maior número de novos casos em um dia desde o início da série.

Veja no gráfico abaixo, feito pela Agência Brasil:

85% das vítimas acima dos 60 anos

Já as novas mortes em um dia também bateram recorde, com 60. Nos quatro dias desta semana, os números de novas mortes foram de 23, 42, 40 e 58.

Desse número 57,7% eram homens e 42,3%, mulheres. Do total, 85% das vítimas tinham acima de 60 anos.

Sobre as doenças de pessoas que faleceram, 164 tinham alguma cardiopatia, 114 tinham diabetes, 45 passavam por alguma condição respiratória e outros 30 apresentavam alguma patologia neurológica.

As hospitalizações por covid-19 totalizam 1.769.

Abastecimento

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a falar sobre o temor com o abastecimento de insumos e equipamentos.

Isso porque a China é responsável por boa parte do mercado e ficou sem exportar durante dois meses. Quando voltou a comercializar, há algumas semanas, a demanda internacional tem sido enorme.

Governos do Nordeste, disse Mandetta, adquiriram respiradores e ventiladores de fornecedores chineses. Mas hoje foi comunicado que a compra não se confirmou.

Com a pandemia, diversos países estão tendo políticas voltadas a garantir o seu mercado interno.

“Temos um clima delicado no mundo. Estamos vendo retenção sobre produções globais de máscaras. Antes era global agora é só para atender o meu país. Estamos dialogando com países para ter racionalidade e achar ponto de equilíbrio. Vamos precisar de entendimento para que cada país ultrapasse com dignidade essas questões”, disse.

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O titular da pasta da saúde comentou o caso de Manaus, que pediu socorro ao Ministério da Saúde por falta de capacidade do sistema de saúde local de atender à demanda.

O órgão viabilizou o transporte de respiradores obtidos juntamente à Rede D´Or utilizando a Força Aérea Brasileira.

Mandetta reiterou a importância das medidas de retenção da circulação de pessoas adotadas pelos governos estaduais.

“Cada pessoa que deixa de ir pro CTI é insumo que estamos economizando porque sabemos que podemos ter espiral de casos que vão demandar todo o sistema de saúde”, acrescentou.

SP: mortes por Covid-19 triplicaram em uma semana

Os óbitos relacionados ao novo coronavírus no estado de São Paulo triplicaram em apenas uma semana.

Na última sexta-feira (27), o estado relatava 68 mortes. No domingo (29), o número passou para 98 óbitos.

De acordo com a Agência Brasil, nesta sexta (3), no balanço mais recente divulgado pela secretaria, o estado identificou 219 pessoas que morreram por complicações relacionadas à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Os casos confirmados também tiveram crescimento, quadruplicando: passaram de 1.223 na sexta-feira da semana passada para 4.048 hoje.

Entre esse total de mortes registradas no estado, 24 se referem a pessoas que tinham mais de 90 anos de idade.

Outras 57 pessoas que morreram estavam na faixa etária entre 80-89 anos; 66 na faixa entre 70 e 79 anos e 45 na faixa entre 60 e 69 anos de idade.

As demais vítimas, disse a secretaria, tinham menos de 60 anos e tinham comorbidades.

Com isso, já são 25 os municípios do estado que apresentam pelo menos um óbito provocado por coronavírus: São Paulo, São Bernardo do Campo, Osasco, Cotia, Guarulhos, Santo André, Sorocaba, Arujá, Barueri, Caieiras, Campinas, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Embu das Artes, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Jaboticabal, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Força-tarefa

Desde ontem, o Instituto Adolf Lutz tem utilizado uma força-tarefa para diagnosticar 201 amostras de óbitos suspeitos de coronavírus no estado.

Dessas 201 amostras que estavam paradas aguardando diagnóstico, 32 testaram positivo para Covid-19 e 132 deram negativo.

Outras 37 amostras foram consideradas inadequadas de serem analisadas, seja porque a unidade que realizou a coleta não manteve a amostras em temperatura adequada ou porque não havia amostras suficientes para análise.

Rio: casos passam de mil e mortes chegam a 47

Os casos confirmados de coronavírus no estado do Rio de Janeiro chegaram a 1.074 e o número de mortes pela doença foi de 47, segundo a Agência Brasil.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), e representam um aumento de 82 casos de pacientes infectados e mais 6 mortes, nas últimas 24 horas.

As novas mortes foram registradas na capital, com 5 casos, e em São João de Meriti, um caso.

A vítima mais nova tinha 44 anos, um homem de São João de Meriti, e a mais velha, 88 anos, também um homem, do Rio de Janeiro. A média de idade das vítimas era de 62 anos.

Entre os casos confirmados, 80% estão concentrados na capital, que lidera com 867 doentes, seguida por Niterói, 65, Volta Redonda, 44, Petrópolis, 13, Nova Iguaçu, 11, São Gonçalo, 10, Duque de Caxias, 9, Itaboraí, 6, Maricá, 5, Magé, 4, Barra Mansa, 3, Belford Roxo, 3, Rio das Ostras, 3, São João de Meriti, 3, Barra do Piraí, 2, Itaguaí, 2, Macaé, 2, Queimados, 2, Resende, 2, e Rio Bonito, 2.

Os municípios de Angra dos Reis, Araruama, Arraial do Cabo, Campos dos Goytacazes, Guapimirim, Iguaba Grande, Mangaratiba, Miguel Pereira, Nilópolis, Porciúncula, São Pedro da Aldeia, Seropédica, Teresópolis, Três Rios e Valença têm um caso cada. Um paciente ainda está sendo determinada qual sua origem.

*Com Agência Brasil

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