Covid-19: número de casos confirmados no Brasil chega a 7910, com 299 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo anunciou nesta quinta (2) balanço sobre a pandemia de coronavírus no país. O Brasil tem agora 7910 casos confirmados e 299 mortes.

Há outros casos reportados de óbitos por secretarias de saúde ainda não contabilizados pelo ministério da Saúde.

A entrevista coletiva do governo para divulgar os números do governo federal incluiu, além de Luiz Henrique Mandetta, titular da pasta da Saúde, os ministros Walter Braga Neto, da Casa Civil, Damares Alves, da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Bento Albuquerque, das Minas e Energia, Marcelo Álvaro, do Turismo.

Casos confirmados

Segundo o ministério da Saúde, o número de casos confirmados de infecção pelo Covid-19 subiu de 6.836 para 7.910 entre ontem (1º) e hoje (2).

Os novos casos somaram 1.076. O resultado significou um aumento de 16% em relação ao total registrado antes.

Considerado-se apenas os novos casos, o saldo foi menor do que nos dois dias anteriores, quando os números foram, respectivamente, de 1.119 (1º de abril) e 1.138 (31 de março).

Número de mortes em 24 horas é recorde

Foram registradas 58 novas mortes em 24 horas. O resultado é o maior da série histórica.

Nos três dias desta semana, os números de novas mortes foram de 23, 42 e 40. No tocante ao perfil, 60% eram homens e 40%, mulheres. No recorte por idade, 89% das vítimas tinham acima de 60 anos.

As mortes ocorreram em São Paulo (188), Rio de Janeiro (41), Ceará (20), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio Grande do Sul (5), Paraná (4), Amazonas (3), Distrito Federal (4) e Minas Gerais (4).

Outros estados que registraram mortes: Bahia (3), Santa Catarina (2), Rio Grande do Norte (2), Sergipe (2), Alagoas (1), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1), Pará (1), Espírito Santo (1), Goiás (1), Paraíba (1) e Rondônia (1).

O índice de letalidade também teve aumento: passou de 3,5% para 3,8%.

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Casos de coronavírus no Rio chegam quase a mil

O estado do Rio de Janeiro registrou 992 casos confirmados do novo coronavírus e 41 mortes.

Foi o maior salto da doença até agora, com mais 160 casos e 13 mortes desde o último levantamento. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta-feira (2).

Os últimos casos fatais foram registrados na cidade do Rio, com 11 mortes, Volta Redonda, 1 morte, e Belford Roxo, 1 morte.

A vítima mais nova foi um homem, de 50 anos, no Rio, e o mais velho também um homem, de 95 anos, também no Rio. A média de idade dos 13 mortos foi de 75 anos.

Covid-19 em 30 cidades do RJ

Os casos de covid-19 confirmados estão distribuídos em 30 municípios.

A maior parte está concentrada na capital, com 798 casos, seguida por Niterói, 63, Volta Redonda, 43, Petrópolis, 13, São Gonçalo, 10, Duque de Caxias, 9, Nova Iguaçu, 8, Itaboraí, 6, Belford Roxo, 3, Magé, 3, Maricá, 3, Rio das Ostras, 3, São João de Meriti, 3, Barra Mansa, 2, Resende, 2, e Rio Bonito, 2.

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Os municípios de Angra dos Reis, Arraial do Cabo, Campos dos Goytacazes, Guapimirim, Itaguaí, Macaé, Mangaratiba, Mesquita, Miguel Pereira, Queimados, São Pedro da Aldeia, Seropédica, Teresópolis e Valença, registraram 1 caso cada.

Mais 7 casos estão sendo investigados sobre a procedência.

SUS hospital

Distanciamento social

Na entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que sua equipe relatou um dado novo a respeito do Covid-19. O vírus já circulava pelo país desde janeiro de 2020 — não no final de fevereiro.

O coronavírus chegou ao país com uma pessoa que fez uma viagem internacional.

Mandetta avaliou também que a forma da propagação dos casos indica um acerto nas medidas de distanciamento social e quarentena dos governos estaduais.

“A gente está conseguindo ficar com curva menos íngreme. Está valendo a pena manter dinâmica de isolamento. Estamos ajudando para ter uma condição para atravessar período difícil”, comentou.

Sobre os impactos na economia, ele acrescentou que o governo vem promovendo iniciativas que criam um “colchão de proteção” e que a abertura das atividades terá que ser vista a partir da análise do desenvolvimento da pandemia no país.

“A gente consegue ir compatibilizando: estados em que podemos andar mais, e [lugares] onde vamos ter que segurar mais. Faremos todo o possível para dar equilíbrio entre saúde e economia”, afirmou.

Bolsonaro critica isolamento e falta de humildade de Mandetta

Covid-19: força-tarefa em SP avança em testes de óbitos suspeitos

Com o início do trabalho de uma força-tarefa, a Secretaria de Saúde conseguiu analisar 93 das 201 amostras de pessoas que morreram no estado com suspeita de coronavírus e cujo exame não tinha resultado.

Foi possível identificar que, das 93 amostras analisadas, 20 tiveram diagnóstico positivo para coronavírus.

A intenção dessa força-tarefa é zerar as amostras de pessoas que morreram e que estavam no banco do Instituto Adolfo Lutz aguardando conclusão dos exames.

As demais amostras que estavam paradas no instituto devem ser concluídas até amanhã.

Com esses óbitos das amostras que estavam paradas e mais as 24 mortes ocorridas hoje (2), São Paulo soma agora 208 óbitos por coronavírus, sendo 117 deles homens e 91 mulheres. O estado tem ainda 3.506 casos confirmados de coronavírus.

Recursos para atendimento de pacientes com Covid-19

O ministro informou que foi assinada hoje portaria destinando recursos para o atendimento exclusivo de pacientes com covid-19.

Entre as medidas de reforço estão o pagamento de despesas com pacientes e o aumento do valor diário das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) custeadas pelo Executivo.

De acordo com o ministério, em todo o Brasil há 30.623 leitos de UTI para adultos, enquanto outros 170 foram locados pelo Ministério.

Em relação aos equipamentos de proteção, o Executivo repassou aos estados 24 milhões de luvas, 14,2 milhões de máscaras cirúrgicas e 742 mil aventais. Também foram encaminhados cerca de 500 mil testes rápidos.

Sobre a compra de materiais, Mandetta informou que foram adquiridos oito mil respiradores (utilizados em UTIs), que devem chegar em até 30 dias.

Já sobre os equipamentos de proteção individual (EPIs), foram adquiridas 200 milhões de unidades. Contudo, o ministro vem alertando que diante de dificuldades com os fornecedores, a concretização das compras só se dará no momento em que os produtos chegarem, de fato, ao país

Máscaras caseiras

Mandetta defendeu a prioridade das máscaras médicas de proteção para os profissionais de saúde.

Para a população, recomendou a produção ou aquisição de máscaras de pano, que funcionam como “barreira física”. Para isso, elas devem ser utilizadas somente por uma pessoa, que também deve ser a responsável por lavá-la.

O indicado é que esses objetos tenham duas camadas de pano, ou sejam dupla face. Podem ser usadas como matéria-prima algodão, tricoline, TNT e outros tecidos.

A lavagem deve ser feita com água e sabão ou água sanitária. O número de mortes subiu de 240 para 299.

 

Judicialização na saúde

Mais cedo, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, se reuniram para discutir formas de cooperação entre os gestores de saúde e o Ministério Público Federal (MPF).

Os dois indicaram parcerias para a troca de informações e para a destinação de acordos de leniência.

Mandetta manifestou preocupação com ações judiciais no sistema de saúde, envolvendo o combate ao novo coronavírus.

Ele citou como exemplo a prefeitura da cidade paulista de Cotia, que entrou na Justiça para confiscar respiradores (equipamentos utilizados em Unidades de Terapia Intensiva) de uma fábrica da cidade.

A iniciativa acabou por dificultar o acesso a esse produto por unidades de saúde em outros locais.

Saúde avalia brasileiros no combate à Covid-19

Diante da pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde vai avaliar as práticas de prevenção e condições de saúde da população brasileira.

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Covid-19) começou nesta quarta-feira (1º de abril) por telefone celular com pessoas de 18 anos ou mais em todas as capitais do país.

O estudo irá auxiliar o Ministério da Saúde no planejamento de ações e de programas de saúde para reduzir os casos e o agravamento da infecção pelo coronavírus.

Estão sendo questionados comportamentos adotados ou não pela população, como forma de prevenção à doença, meios de comunicação utilizados para obtenção de informações, presença de sintomas, busca por serviço de saúde, presença de doenças crônicas, entre outras informações.

Ligações todos os dias da semana

As ligações são feitas em diferentes dias e horários da semana, incluindo sábados e domingos e, no período noturno, até 21h, durante o mês de abril.

Os números de telefones são definidos aleatoriamente, por meio de sorteio garantindo, desta forma, a representatividade de toda a população brasileira.

Na pesquisa são perguntadas apenas informações sobre idade, sexo, escolaridade, estado civil, raça/cor que serão utilizadas nos procedimentos metodológicos para que os resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total.

Não são perguntadas informações sobre CPF, RG ou dados bancários, garante o ministério da Saúde.

O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) faz parte das ações do Ministério da Saúde para estruturar a vigilância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no país.

Realizada desde 2006, é a pesquisa mais sustentável dentre todas as pesquisas já realizadas pela saúde pública no país.

Profissionais de saúde

O Ministério da Saúde publicou portaria hoje (2) instituindo o programa “Brasil Conta Comigo”.

A iniciativa vai organizar a atuação de trabalhadores da área da saúde em ações de apoio à prevenção e ao combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

São abarcados no conceito de “profissionais de saúde” os trabalhadores das seguintes carreiras: serviço social, biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia e técnicos em radiologia.

Profissionais dessas áreas serão colocados em um cadastro geral, que poderá ser consultado pelas autoridades de saúde para o planejamento de suas iniciativas.

A informação sobre esses trabalhadores deverá ser repassada pelos respectivos conselhos profissionais. Essas entidades também deverão orientá-los a preencher o formulário do programa.

Eles serão capacitados nos protocolos clínicos do ministério da Saúde, e vão contribuir nas ações de combate ao novo coronavírus. A capacitação será realizada por meio de atividades de educação a distância (EAD).

O programa ficará ativo durante o todo o período de estado de emergência em saúde pública.

A portaria, contudo, não deixa claro como esses profissionais atuarão e como será garantida a qualificação profissional necessária para o atendimento adequado às demandas do sistema de saúde.

*com Agência Brasil

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